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daraopedal.pt

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16
Abr07

Minas das Chãs - Caminho do Carteiro

daraopedal

Para matar as saudades da terrinha e do pessoal que pedala por lá comigo, nada como um percurso BTT dos puros e duros (bem duro mesmo). Inicialmente estava previsto levar o pessoal até às minas das Chãs, umas antigas minas de volfrâmio desactivadas que se situam já em S. Pedro do Sul, quase no limite do concelho de Arouca.

O percurso iniciou-se no final da variante de Cabreiros, onde deixámos os carros.

Logo aqui começa a primeira subida, bem dura, até ao cimo do monte onde se localizam as minas.

Lá no cimo é o destino!

Quase no cimo, a vista era assim... Espectacular!

Artista a pedalar rumo ao céu.

Chegada ao local das antigas instalações mineiras.

Uma habitante das redondezas, um espécimen da raça autóctone Arouquesa.

Passadas as minas o percurso continua a subir em direcção ao parque eólico que existe mais acima. Uma vez lá, encaminhámo-nos em direcção ao parque de campismo da Coelheira por uma caminho super-hiper-mega-ri-durinho !

Então é duro ou não é duro? As pedras são enormes e muito soltas, o ideal para cair e fazer dói-dói.

 

Há-que deixar passar as vaquinhas, que elas andam por cá todos os dias e isto é tudo delas.

É impressionante a atitude destas pessoas que pastoreiam, dia a dia, os montes e serras do nosso país. O seu vigor, a sua simplicidade e alegria são algo desconcertante. Perante as dificuldades da vida conseguem resignar-se e enfrentar tudo com um sorriso num rosto marcado pelos sulcos do tempo, com a certeza que o terço rezado na intimidade da noite trará a ajuda divina... Acho que devem ser mais felizes...

O local escolhido para a "bucha". Só que em vez do presunto e do "binho" foram umas barras, umas sandezitas e uns bolitos... Muito pouco para a fome que eu levava. Para a próxima tenho de levar mais.

Junto ao parque de campismo, a placa indicava que as minas já ficaram para trás. 

Aspecto do parque de campismo da Coelheira.

Junto ao parque de campismo, existe uma pequena barragem por onde passa um percurso pedestre marcado.

A vista sobre as serras, o vale e a aldeia de Candal.

Existe uma pequena levada ou rego de água que segue pela encosta do monte. O PR segue junto a este rêgo que proporciona umas vistas fantásticas.

Um novo desporto radical inventado na hora: uma mistura entre os parques aquáticos e o BTT . As regras são simples: colocam-se as rodas dentro do caneiro e equilibra-se de uma lado e do outro com as pernas. A força da gravidade e da água fazem o resto. Foi altamente! Chamo isto... hummm .... Aquabtt ? ou BttSplash ? DownWaterline ??? Sei lá... Qualquer coisa assim. Aceitam-se sugestões

A paisagens são fantásticas e nem as eólicas conseguem estragar a sensação de grandeza que estas serras nos transmitem.

Olha um caminho acabadinho de estrear. Toca a testar o terreno e principalmente os travões...

Chegada à estrada do Candal .

Da aldeia do Candal avista-se a aldeia de Póvoa das leiras, acho que a foto explica o porquê do nome.

Chegados a este cruzamento o pessoal estava todo animado mas começámos a olhar para o conta quilómetros que indicava apenas uma dezena de quilómetros. Muito pouco por sinal. Ainda por cima só eram duas e meia da tarde. Bora lá fazer o caminho do carteiro? Voltamos depois de carro buscar os carros que ficam cá? - Bora lá!!!

Fomos então pela direita até cabreiros e percorremos a aldeia até passar a escola primária.

Depois da escola surge o início do PR 6 de Arouca - O caminho do carteiro.

Pelo que me foi dito, a designação do percurso corresponde ao percurso que o carteiro fazia de facto para levar o correio às populações da serra. Entre Cabreiros e Rio de Frades a distância é de cerca de 3300m mas o percurso por estrada entre esses dois pontos deve ser quase de 20 km, pelo que o pobre do carteiro tinha de fazer esse árduo mas espectacular trajecto.

A partir destas pedras é sempre a descer. O gráfico de altimetria não engana...

Sempre para baixo... Mas este é um caminho em que recomendo muita prudência. Uma queda por aqui pode ser muito complicada. Além da queda em si, há a agravante do precipício que flanqueia o percurso e também as dificuldades numa eventual evacuação. Eu não arrisquei e em muitas zonas iam com a fiel amiga à mão.

A foto dos 4 magníficos na ponte sobre o rio de frades.

Mais uma perspectiva do percurso. É abismal a sensação de pequenez perante tamanhas paisagens.

A aldeia de rio de Frades, no "fundo" do PR6 .

Depois ainda faltava pedalar até Arouca.

Passagem por Ponte de Telhe. Este ano, o rio está finalmente límpido. O incêndio de há dois anos tinha deixado monte, serras e rios cobertos de cinza e lamas.

Quase a chegar a Moldes. As encostas da Sr.ª da Mó a Este estão todas desnudadas. Isto era um pinhal espectacular. Não tem anda a ver... Que pena! Até este ponto foi sempre a puxar, sempre a pedalar... Um espectáculo! Uma paragem na Portela de Moldes impôs-se para o reagrupamento e depois foi só descer até Arouca, pegar nos carros e ir até lá acima outra vez buscar os que lá ficaram.

O percurso.

O gráfico de altimetria .

 

Boas pedaladas

Daraopedal

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