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daraopedal.pt

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23
Nov06

Rocha da Pena - Salir

daraopedal

O Sítio Classificado da Rocha da Pena localiza-se nas freguesias de Salir e Benafim e estende-se por uma área de 637 ha.
O local possui um relevo agreste, com uma cornija calcária com cerca de 50 m de altura, cujo planalto atinge aproximadamente 2 km de comprimento. A altitude máxima do mesmo é de 479 m.
Ao longo dos anos, a acção da água na rocha calcária provocou fendas e deu origem a grutas, algumas das quais com grandes dimensões.

A flora é rica e variada. Relativamente à fauna, salienta-se a presença de aves de rapina.

Resolvi esperimentar fazer o percurso em BTT, no entanto, no cimo do planalto, o trilho é muito estreito e com muitas rochas e vegetação que impedem fazê-lo. Mesmo assim, dá para subir até ao planalto e aproveitar a vista que se estende até ao mar.

O percurso inicia-se junto a esta fonte: A fonte dos amuados.

Este tem tracção às 4 :-D e não é preciso pedalar...

A subida à rocha da pena é feita também de jipe. Não sei se conseguem ver na imagem, logo acima do "S" de sapo, um jipe branco que subiu até aos moinhos.

Este Sítio Classificado possui algum património construído, de grande interesse, como sejam os dois amuralhamentos de pedra, existentes no topo da Rocha da Pena, que se julga remontarem à Idade do Ferro e que terão sido utilizados outrora como estratégia de defesa. No topo da Rocha da Pena, existe ainda uma gruta que é conhecida como o Algar dos Mouros, pois foi aí que estes se refugiaram aquando da reconquista de Salir por D. Paio Peres Correia.

Na aldeia da Penina existe um portal em arcada e uma chaminé datada de 1827. Ligados à utilização agrícola, podem observar-se ainda dois moinhos de vento, conhecidos como os moinhos da Pena.

Os moinhos abandonados no cimo da rocha da Pena. Um deles até está à venda.

Numa outra vertente e devido à sua geologia, este Sítio é muito procurado para a prática do desporto de escalada.

A vista é fantástica! Até dá para ver o mar, que deve ficar a +/- 30/40km dali.

Na imagem, a meio plano do lado esquerdo: os moinhos. Ao fundo, Salir city!

Boas pedaladas

Daraopedal

 

17
Nov06

Percurso no Alentejo - Minas de S. Domingos - Pomarão

daraopedal

Este foi um percurso que não percorri de BTT, mas sim num passeio pedestre. Esse facto tornou-o bastante duro, já que percorrer quase 24km a pé durante um dia inteiro é bem puxadinho... :-) Quando penso que dava para fazer isto no máximo em 2h de bicla, acabei por fazê-lo desde as 10h até às 17h...

De qualquer forma, dei o tempo por bem empregue visto que as paisagens foram espectaculares. O percurso é perto da zona de Mértola, em pleno Alentejo e liga as antigas minas de S. Domingos ao cais de Pomarão no Guadiana, seguindo o antigo caminho de ferro, entretanto desactivado, que servia para escoar o minério.

Aspecto geral dos lagos criados pelas escavações das minas.

Passando pelas linhas de lavagem de minério.

As paisagens das minas eram de outra zona do globo (Fazem-me lembrar as paisagens australianas do Colin McRae) ou até de outro planeta. Tudo é vermelho, tudo é oxidado...

As águas que correm pela zona da mina são extremamente ácidas e (obviamente) muito poluídas...

Vestígios da arqueologia industrial.

A partir daqui, terminava a zona da mina propriamente dito. Mesmo assim, foram quase 4 km sempre a caminhar para atravessar esse enorme espaço moldado pelo Homem.

Iniciamos a passagem por uma zona que relembra o mais típico Alentejo, com montes, chaparros ou sobreiros, etc...

Estava em pleno parque natural do Vale do Guadiana

Passagem pela aldeia de Bens.

São curiosas as placas erguidas à entrada das aldeias com os seus respectivos nomes.

O percurso segue basicamente a linha de caminho de ferro que ligava as minas ao Guadiana, onde o minério era embarcado em direcção a Inglaterra. O caminho de ferro foi desactivado, mas persiste o seu percurso com pontes e túneis.

Bem, na verdade, das pontes pouco resta, mas isso acabou por dar imensa piada ao percurso. A travessia de cada linha de água era, por vezes, um verdadeiro desafio já que era necessário improvisar passagens com pedras ou vigas da linha.

É fácil saber por onde é o percurso.

Passagem por Salgueiros

É por aqui! :-D

Uma paisagem tipicamente alentejana...

Chegada à zona dos túneis.

Estes eram pouco extensos, mas mais à frente surgiram outros bem mais profundos.

Por isso, para quem quiser fazer este percurso a lanterna é obrigatória.

Eu falei da lanterna, mas acho que também é necessário uma catana para cortar este mato todo. Os últimos túneis têm uma densa vegetação nas entradas e saídas que dificulta bastante a passagem. A pé, já foi difícil passar, de bicla, deve ser um bocado mais complicado. Mas pronto, fica a sugestão da catana ;-)

Finalmente, Pomarão à vista.

É que a noite já estava a cair e, caso nao chegássemos a horas, ia ser um pouco complicado encontrar caminho no meio da vegetação :-D

O Guadiana ia correndo lentamente, castanho e poderoso...

Este é o mapa do percurso realizado. Está assinalado com a linha verde, desde Minas de S. Domingos até Pomarão, como sendo um percurso de bicicleta. No entanto, é preciso um pouco de força de vontade para o realizar de bicla. Acho que a vegetação nos túneis e a travessia das pontes que ruiram (ou seja todas) dificultam um bocado, mas garanto-vos que vale meeesssmo a pena.

 

Boas pedaladas

Daraopedal