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daraopedal.pt

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27
Dez10

Vias verdes em Espanha

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No país vizinho, pode-se dizer que o gosto pelas ecopistas (antigas linhas de comboio reconvertidas para a prática do ciclismo e não só) está mais uns quilómetros à nossa frente.

Em Portugal, muitos dos projectos existentes para construir mais ecopistas, não passam disso mesmo... projectos. Mesmo assim, vale sempre a pena conhecer as já existentes espreitando o site das ciclovias que coloquei nos meus links há já bastante tempo. Esta página é bastante completa e um excelente iniciativa para divulgar estes percursos.

No entanto, o tema deste post é para dar a conhecer o site espanhol equivalente. Trata-se do Vias verdes, um site ligado à Fundación de los Ferrocarriles Españoles, ou seja, algo oficial e não simplesmente um resultado da carolice de alguns amantes do ciclismo. Lá poderão encontrar informações sobre as várias ecopistas existentes.

Basta somar os quilómetros de algumas delas para ver que há muito por onde pedalar. Esperemos que apesar da crise os nossos projectos passem para o terreno.

Deixo algumas das imagens encontradas no site para aguçar o apetite.

 

 

 

 

 

 

 

Boas pedaladas

Daraopedal

03
Dez10

BTT pela antiga linha de V.N. Famalicão a S.P. de Rates

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Devido ao gosto que nutro pelas ciclovias, sempre que posso, vou à descoberta de mais uma. Desta vez fui até Vila Nova de Famalicão para percorrer a ciclovia até S. Pedro de Rates. A minha intenção era seguir até Rates e voltar pelo mesmo caminho, uma vez que não conhecia a zona (excepto a de S.P. Rates aquando da passagem a caminho de Santiago de Compostela). Se assim pensei, melhor o fiz!

Seguindo as instruções do GPS lá me dirigi ao ponto onde supostamente iniciava (N 41º 24.830 W008º 31.688) e... nada! Dei meia volta e ao passar devagar, em vez de olhar para o edifício da associação local de columbófila, reparei num pequeno beco onde estava escondida uma placa a indicar ciclovia. Então é isto a ciclovia?! Confesso que fiquei desiludido. Pensava que a autarquia local tinha o espaço um pouco mais valorizado. Depois de estacionar num parque de um prédio ao lado (não há mais nenhum lado onde estacionar por perto), lá nos metemos a caminho.

Esperava encontrar um piso arenoso ou então o tradicional piso betuminoso avermelhado, mas não. A pista é em terra, o que é perfeitamente suficiente não fosse o facto de os últimos dias chuvosos terem tornado o piso meio empapado. Estas ciclovias também costumam ser usadas por pessoas que caminham activamente como forma de exercício físico regular e imaginei que não devia ser muito agradável fazê-lo neste tipo de piso. Felizmente melhorou um pouco e chegámos então ao primeiro cruzamento com uma estrada local. Ao longo do percurso essas travessias estão devidamente assinaladas no piso da estrada com umas linhas brancas tracejadas, no entanto de nada valem face ao trânsito intenso de um domingo à tarde e à falta de civismo de muitos automobilistas. Um dos cruzamentos (N 41º 25.181 W 008º34.685), por ser feito na parte interior de uma curva, é bem perigoso e os espelhos colocados por lá não são suficiente para uma travessia segura.

Passámos por entre zonas de bosques (bastante agradáveis), por zonas de campos, por zonas residenciais e junto a algumas fábricas. O percurso até não é desagradável de todo, no entanto o facto de, em algumas partes do percurso, encontrar a ciclovia quase transformada em esgoto ao ar livre e depósito de lixo, fez com que não me tenha agradado particularmente. São opiniões dirão alguns e alguns "locais" até poderão ficar ofendidos, no entanto foi o que me ficou deste percurso com cerca de 10 km. Chegados ao fim da ciclovia, em Fontainhas, seguimos pelo traçado da antiga linha de comboio que é perfeitamente visível e com piso quase idêntico à parte da ciclovia oficial. Na verdade, uma zona dessa ciclovia, um pouco antes de Balasar, tem um piso péssimo já que ainda conserva as pequenas pedras que existem habitualmente nas linhas de comboio.

Chegados a S.P. Rates, foi agradável voltar a encontrar as setas amarelas que guiaram várias vezes o meu caminho. Depois de comer algo, foi voltar seguindo as marcas dos nossos pneus sem perder tempo, pois os dias são muito curtos. Acabámos por chegar mesmo antes de anoitecer, já com o lusco-fusco, depois de aproximadamente 33 km, sem nenhum dificuldade.

 

Deixo-vos agora com o futuro vencedor de um Óscar: o meu 1º fotovídeo colocado no Youtube, uma vez que a plataforma de fotos do Sapo anda a passar-se.

 

 

 

Boas pedaladas

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