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daraopedal.pt

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30
Jan13

Manifestação de 19 de janeiro pelos direitos dos ciclistas e o fim dos atropelamentos

daraopedal

 

No passado dia 19, desafiei as previsões e avisos vermelhos da meteorologia (Alerta vermelho) e fui à Avenida dos Aliados para juntar-me à (pequena) comitiva que reivindicava mais segurança e respeito pelos utilizadores de bicicletas e o fim da onda de atropelamentos que se tem verificado. No local, vi muitas caras conhecidas da "Massa Crítica", mas encontrei mais malta da "licra" do que utilizadores urbanos, facto que foi um pouco criticado nas redes sociais. No meu ponto de vista, isto em nada interferiu nos objetivos da "manif". Todos somos utilizadores, e todos estamos sujeitos aos perigos inerentes à circulação na via pública, quer sejamos "urbanos", "estradistas" ou "betetistas". O risco acontece em qualquer um desses terrenos, por isso não há distinções de grupos. Pessoalmente, acho que faço parte de todos e de nenhum ao mesmo tempo. Tanto ando em estrada, como no mato ou no meio da cidade e o perigo está sempre lá. Sim, até no mato podemos ser vítimas de um veículo motorizado (e conheço casos bem próximos).

Foi lido um manifesto a favor da defesa dos ciclistas, reclamando o direito ao "nosso espaço" e, em seguida, o grupo fez um pequeno (muito pequeno mesmo) percurso descendo os Aliados em direção à praça da Liberdade, subindo pela Rua Sá da Bandeira, passagem pela Praça D. João I e regresso ao ponto de partida. Com os batedores da polícia a abrir caminho, serviu para que os transeuntes olhassem para nós e pouco mais. Soube a pouco, podia e devia ter sido mais (muito mais), pois até algumas das massas críticas a que fui tinham tanta gente como esta manifestação. De qualquer forma, não vale a pena lamentar-se ou apontar culpados, mas ver o lado positivo disto: a questão foi veiculada pelos meios de comunicação social. Acabaram por dar mais destaque à de Lisboa, em detrimento das outras cidades do país (mais uma vez), mas pelo menos falaram destes perigos. E acho que isso foi positivo.

Deixo algumas imagens do dia:

O rasto da destruição da noite anterior.

Impressionante!

O grupo até estava bem composto.

Depois da leitura do manifesto, a partida para a voltinha simbólica.

Depois da voltinha, alguma malta ficou por lá, enquanto outros desmobilizavam.

Junto à câmara, colocaram uma "Ghost Bike". Estas são normalmente usadas para assinalar o local onde foi morto algum ciclista. Nesta situação, não foi o caso, mas representava simbolicamente os ciclistas que foram atropelados no país e, provavelmente, em especial no Norte.

Boas pedaladas

daraopedal

17
Jan13

GeoPasseio em Guimarães

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Os passeios organizados têm sido pouco. Tenho pedalado mais ou menos regularmente mas sem grande voltinhas de registo, no entanto para controlar os excessos cometidos nas festas de final de ano, rumei à cidade-berço para uma voltinha de descoberta de alguns belos recantos da cidade. Um passeio com 17km em que fiquei a conhecer o lado mais pitoresco de Guimarães.

Voltinha de aquecimento no parque da cidade.

Abandonando o parque em direção à cidade.

Pedalando pelas ruelas do centro histórico.

O singelo casario intemporal da praça da oliveira.

Uma das mais belas praça do país.

Ainda se encontram os sinais da Capital Europeia da Cultura 2012.

Mais ruelas estreitas.

People love bike!

Junto ao Toural, a pitoresca inscrição na parede.

 

Bem mais bonito que as letras de Hollywood.

Reunião das tropas depois de uma paragem.

I love my Preciousss! <3

Na zona dos couros, junto aos tanque para pintar os curtumes.

Seguindo pela Travessa da Rua dos Couros, pedalando junto ao rio.

Na ponte junto à zona do mercado.

A ponte de outra perspetiva.

Passagem pela zona da horta pedagógica e comunitária. Dá gosto ver tantas hortas lado a lado.

Travessia do pequeno curso de água que ali passa.

Passagem no túnel debaixo da via rápida.

Junto ao Estádio D. Afonso Henriques, do Vitória de Guimarães.

Já depois de ter passado no pólo da Universidade do Minho, a subida até ao Paço dos Duques de Bragança.

E o final junto ao mítico Castelo da Cidade, onde não vinha há uns anos.

Boas pedaladas

daraopedal

14
Jan13

Os ciclistas e os atropelamentos

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Nas últimas semanas, têm-se assitido a uma série de notícias negras sobre ciclistas vítimas de atropelamentos. Desde atletas de topo a simples amadores em passeio, a verdade é que o uso das vias de trânsito partilhadas com automóveis continuam a fazer vítimas. Podemos voltar a argumentar de quem é a culpa. Uns atribuem-na aos ciclistas por não respeitarem as regras do trânsito, outros dizem que são os condutores que não têm respeito pelos utilizadores de bicicletas. Acho que a culpa é de todos! E isto só vai mudar se todos mudarem um pouco. Já participei em Massas críticas e acabei por deixar de fazê-lo tão assiduamente por ter assistido a cenas em que ciclistas tinham comportamentos que roçavam a loucura ou a tentativa de suicídio. Assisti e tive conhecimento de situações em que eram os condutores de autocarros de transportes públicos a porem em perigo os ciclistas. E também já vivi situações que me deixaram sem uma pinta de sangue depois de alguns sustos no trânsito citadino. Procuro sempre cumprir as regras de trânsito, tanto enquanto condutor de automóvel, como de bicicleta, mas também confesso que já as infrigi tanto de carro (quem nunca ultrapassou o limite de velocidade que atire a primeira pedra!), como de bicicleta (quem nunca andou em cima de passeios ou apenas abrandou num sinal vermelho que atire também!). Apesar de tudo, sempre que o faço o que me vem logo à cabeça é que a estrada não é minha. Posso representar um perigo para mim e também para os outros. Acho que é isso que temos de ter em conta acima de tudo: "A estrada não é minha, é de todos!"

O ciclista não está na estrada para estorvar o trânsito, ELE É TRÂNSITO! E tem direito de ser respeitado como tal (embora o código da estrada português tenda em rebaixá-lo). Mas também tem obrigação de cumprir alguns preceitos básicos. Ultimamente tenho visto muitos ciclistas a andarem na estrada ao fim do dia, numa altura do ano em que anoitece cedo. Até aí, nada normal. O que me choca é vê-los sem qualquer tipo de sinalização: nem luzes, nem pisca-pisca, nem colete refletor, nada... Parece que há gente que anda a desafiar a morte. Tomem uma atitude correta!

O ciclista é sempre o elo mais fraco no caso de um acidente contra um automóvel, é bom recordá-lo. Mas convém ser consciente com o que se anda a fazer.

Para terminar, deixo aqui um vídeo interessante sobre a temática e o carta de apelo à manif no próximo fim-de-semana contra as mortes por atropelamento.