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22
Jul13

Lobios - Minas das Sombras [Xurés - Espanha]

daraopedal

Participei há algum tempo numa atividade que me levou a Lobios, do outro lado da fronteira, à zona do Gerês espanhol (Xurés). A proposta era para a descoberta das Minas das Sombras, localizadas numa zona sem acesso a veículos automóveis. No total foram cerca de 40 km em paisagens espetaculares como só o Gerês / Xurés pode proporcionar.

Seguindo pelo percurso da Geira, onde o inverno deixou marcas.

Marcos miliários da Geira, a via romana que ligava Braga a Astorga.

Subindo pela estrada que liga a Portugal.

Até chegar a esta indicação.

Seguimos este sendeiro (percurso pedestre) da Cabaniña do Curro.

A vista para o vale de Lobios.

O Xurés em grande!

Vista do trilho por onde tinha passado, do outro lado do vale.

Chegada ao Vale das Sombras

Do lado oposto, o caminho por onde havia de seguir e mais abaixo, o trilho do percurso pedestre.

O majestoso vale das sombras.

Espetacular!

Continuando para as minas.

Escolhemos este local com um pequeno rio para parar a pedalada.

O grupo em repouso.

Dali para cima, só a pé!

Calçada antiga.

O caminho é impraticável de bicicleta.

Já se vêem as minas.

Edifícios das Minas das Sombras.

Deu para explorar o perímetro todo.

E ainda visitamos o interior de uma galeria.

Vestígios de carris para transportar o minério.

Antigo vagão para o transporte.

O interior dos edifícios estava assim.

Regressando ao local de paragem, seguimos a pedalar até este belo miradouro sobre o parque natural do Xurés.

Trilho por onde havíamos de descer e onde ainda tivemos a oportunidade de avistar vários garranos selvagens.

Uma excelente passeio que terminou com um banho quente na piscina das termas de Lobios.

Boas pedaladas

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03
Jul13

Caminho de Santiago da Costa - 1ª etapa

daraopedal

Há muito que ansiava regressar a Santiago, percorrendo para isso "outro" caminho de Santiago. Já tinha percorrido o Caminho Português Central (via S. Pedro de Rates e Ponte de Lima) e o Caminho Francês (desde França - S. Jean Pied-de-Port) e a escolha recaiu desta vez no Caminho Português da Costa. Pretendia seguir pela costa partindo do Porto em direção a Caminha, para atravessar em ferry o rio Minho, seguindo por La Guardia e Vigo até reencontrar o caminho central em Pontevedra. Lembro-me de não ter achado particular interesse ao caminho central, daí ter optado pelo caminho da Costa. Ao pesquisar nos círculos habituais, reparei que ainda era um percurso pouco divulgado já que a informação disponível era pouca. Decidi por isso deixar aqui algumas dicas e informações sobre este percurso, pois podem ser úteis a outros que queriam percorrer esta senda.

A data escolhida (e possível) recaiu no mês de abril devido à possibilidade de aproveitar a ponte de 25 de abril (ainda não nos tiraram esse feriado!). A partida oficial seria em Vila Nova de Gaia, junto à câmara municipal local, designada como ponto de encontro do meu amigo de várias aventuras betetistas, com o nome de guerra "Triciclo"!{#emotions_dlg.happy} Os planos para esta etapa eram de ir pelo menos até Viana do Castelo, para ficar no albergue local. Apesar de ter conseguido arranjar um track GPS válido, que me foi muito útil (já agora aproveito para agradecer o user Jol8485 do forumbtt que o disponibilizou) não sabia muito bem como era o terreno, pelo que não colocamos a fasquia demasiado alta.

Ponto de partida, junto à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.

Passagem pela Ponte D. Luís.

Deslocámo-nos até à Sé do Porto, com a esperança de poder carimbar a credencial com o 1º carimbo da jornada. Contudo, não tivemos essa sorte pois eram 8h e a Sé só abria às 9h. Acabamos por encontrar imensos betetistas que estavam a reagrupar-se no local, nomeadamente os Gaiabikers, e que tinham o mesmo destino que nós. Tinham à sua espera uma "delegação" para entregar-lhes as credenciais e abençoar a sua viagem com um momento de oração. Sabia das intenções deste grupo, mas eles iriam seguir pelo caminho central, enquanto nós iamos pela costa.

Ao pesquisar e pelas várias passagens por S. Pedro de Rates, sabia que havia uma variante designada "Caminho da Costa" que segue do Porto até S. Pedro de Rates. Do Porto até essa localidade, o caminho é comum e lá podemos optar por seguir o central ou virar para a Póvoa de Varzim para seguir o tal "Caminho da Costa". Porém a minha intenção era outra, já tinha seguido as marcações mais recentes que nos levam por Matosinhos e Leça da Palmeira até Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Era esse o nosso trajeto.

Passagem pelo Castelo do Queijo, junto à zona da Foz no Porto.

A primeira seta amarela surgiu no Senhor do Padrão antes de chegar à confusa zona da lota de Matosinhos. Atravessámos a ponte móvel e seguimos pela ciclovia junto ao porto de Leixões. A partir do "calçadão" de Leça da Palmeira, as setas não deixavam dúvidas e se as houvesse, bastava seguir para norte.

Pouco depois de Angeiras, o percurso segue literalmente pela praia, sendo a progressão algo complicada devido ao peso da bicicleta com os alforges.

Passagem pela Reserva Ornitológica de Mindelo com os seus trilhos arenosos, mas perfeitamente cicláveis.

Chegada a Vila do Conde com o cartão de visita do Convento de Santa Clara. A partir daí seguimos o roteiro turístico junto às praias e pela ciclovia que liga até à Póvoa de Varzim.

Forte de S. João Batista em Vila do Conde.

A partir daí o percurso é muito simples pela ciclovia que liga à Póvoa de Varzim. O complicado foi mesmo fintar a enchente de pessoas na ciclovia. O dia convidava a passeio à beira mar e a experiência de alguns ciclistas deixava muito a desejar e por pouco não ia batendo contra uma miudita de 4 ou 5 anos. No fim da ciclovia, as dúvidas surgiram e optámos por seguir o track GPS por ruelas ...

... que nos levaram a A-ver-Mar.

Passagem nas igrejas da Aguçadoura. O local curioso já que a estrada passa pelo meio de duas igrejas: uma mais recente e outra parcialmente destruída já que apenas existe a antiga torre sineira e a frente da fachada.

Parece uma igreja... mas não é!

Um pouco à frente, surgiu a primeiro sinal evidente de que estávamos no trilho certo: as já conhecidas setas amarelas e a vieira. Essa zona alternava entre campos e estufas. Uma zona com grande produção agrícola.

Passando a zona de cultivo, seguiu-se uma zona florestal.

Chegámos então à Apúlia (Esposende) , onde encontrámos esta placa do caminho da costa.

A partir daí, as marcações da setas amarelas passaram a surgir frequentemente.

Chegada à zona de Fão, onde encontra esta torre de depósito de água. Lá de cima, a vista deve ser qualquer coisa...

Passámos então pela ponte sobre o rio Cávado.

E chegámos a Esposende, onde encontramos este monumento alusivo ao caminho, logo à entrada da cidade.

Carimbamos na capela da Misericórdia e aproveitamos para almoçar numa das esplanadas junto ao rio. Infelizmente perdemos imenso tempo porque o local estava concorrido no dia feriado e o serviço demorou imenso.

Depois de abandonar o centro da cidade, o caminho vai seguindo ao longo da EN 13, até chegarmos ao albergue de S. Miguel de Marinhas.

Encontrámos por lá vários peregrinos que faziam o caminho a pé já a descansar de mais uma etapa. De bicicleta, as etapas são mais longas, então seguimos caminho. Ainda perguntámos pelo carimbo, mas foi-nos dito que era mais abaixo, no edifício da cruz vermelha. Desistimos da ideia e continuámos. O caminho leva-nos por ruas com nomes como "Rua da estrada velha" ou "Estrada real" o que não deixa dúvidas sobre as origens históricas do trajeto.

Em Antas, o caminho passa por uma zona florestal onde se torna um verdadeiro single-track técnico e algo perigoso, em especial para quem vai com alforges.

Por ali corre o rio Neiva, com as suas belas águas.

Seguindo pelo single-track a descer.

Nas descidas, nada de arriscar. O melhor era mesmo desmontar e ir à mão.

Chegámos então a um local belíssimo: uma travessia do rio Neiva numa pequena ponte tosca, fazendo lembrar umas poldras.

A beleza do rio Neiva e das suas margens verdejantes.

A azenha junto ao início da ponte.

Do outro lado do rio encontramos este marco a assinalar o caminho em Castelo do Neiva.

Depois de passar o rio, segui-se uma subida algo penosa até chegarmos a uma localidade chamada Santiago, venerando o santo padroeiro, daí termos encontrado vários monumentos alusivos ao caminho, nomeadamente este marco de pedra...

... este nicho com uma estátua de Santiago.

O primeiro local onde encontrámos a disponibilidade do carimbo bem em destaque.

.

Igreja de S. Tiago (Castelo do Neiva)

O teto da igreja onde se destaca a figura de Santiago peregrino.

A vista para sul, a partir do adro da igreja, com a costa atlântica sempre presente.

Logo a seguir, o trilho leva-nos a rodear a igreja pelo monte, por um trilho bastante agradável e sombrio. Para nos levar até lá, mais um monumento alusivo ao caminho.

O trilho ainda estava um pouco enlameado e técnico, mas nada como ir com cuidado.

O piso não era nada fácil em alguns locais.

Posteriormente, acabaríamos por passar junto ao mosteiro de S. Romão do Neiva, com o mosteiro à direita ...

... e uma imponente escadaria do lado esquerdo.

A partir daí, os trilhos alternam entre pequenas localidades e passagens por entre montes e campos.

Chegarmos então ao alto da serra onde existe uma estranha capela em homenagem a alguém que ali foi assassinado.

A partir daí, descemos abruptamente a serra local até Viana do Castelo. A descida é por alcatrão e convém testar bem os travões.

Seguimos pela EN 13 até atingir o rio Lima.

Entrada na cidade de Viana do Castelo pela ponte Eiffel.

Depois de cruzarmos a ponte, bastou seguir a linha de comboio para encontrar o albergue de Peregrinos S. João da Cruz dos Caminhos, situado na Igreja do Carmo, sob a tutela dos padres carmelitas descalços.

Podem encontrar o site oficial aqui e a página de facebook neste link.

O albergue propriamente dito situa-se nas traseiras da igreja, na zona do seminário.

Aspeto das camaratas onde ficámos. Pensava encontrar muita gente neste albergue, visto que nos cruzámos com muita gente a fazer o caminho, mas, curiosamente, o albergue estava vazio e ficou por nossa conta.

O primeiro dia resumiu-se a cerca de 92 km percorridos, sem grandes dificuldades e por paisagens bem interessantes.

03
Jul13

Caminho de Santiago da Costa - 2ª etapa

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No dia seguinte, apesar de termos acordado cedo, acabámos por perder algum tempo com o pequeno almoço demorado, que acabaria por fazer falta para o resto da etapa. Partimos com o olhar posto no santuário de Santa Luzia. Depois de atravessarmos as confusas ruas da cidade cheias do reboliço da manhã, iniciámos a passagem por uma das zonas mais bonitas do percurso. Acabámos por seguir na vertente oeste da serra do alto de Santa Luzia, sempre com o mar à nossa esquerda. Esta zona carateriza-se por trilhos em calçada e passagem por propriedades antigas com muitos encantos.

Aspeto do trilho

Um curioso monumento e uma curiosa rotunda.

Muitos caminhos tinham este encanto.

Passando debaixo da ponte.

Passagem de um pequeno ribeiro que nasce no monte de Stª Luzia e corre em direção ao mar, por uma ponte do género de Poldras.

Um local encantador.

Passagem junto a este imponente portão de uma propriedade da zona.

O mar e o verde sempre presentes.

O percurso acaba por seguir o trajeto do comboio e por diversas vezes acabámos por cruzar a linha do alto Minho.

Igreja do Carreço. O caminho passa mesmo pelo seu adro.

Pouco depois regressámos aos trilhos florestais, saudados por esta alegre mensagem.

Vida de peregrino nem sempre é fácil. Nada de tentar a travessia em cima da bicicleta. Era água até meio da perna.

Chegamos a outro local do caminho espetacular: o convento de são João de Cabanas. Na descida até ao rio Afife e rodeados por muros, encontra-se uma imponente igreja em vias de ruína, com um imponente edifício rosa. Nas suas paredes, vários azulejos com poema de Pedro Homem de Mello

Vista sobre o conjunto dos edifícios e da ponte.

Um pouco a montante, existe uma carreira de moinhos, alguns reconvertidos em pequenas habitações.

Depois da descida, a subida, claro... Mas até nem custou muito porque o local é espetacular.

Depois de alcançarmos o topo do monte, iniciámos a descida para Vila Praia de Âncora, primeiro pelo meio da floresta, depois por entre caminhos e ruelas.

Passagem do rio âncora, numa ponte feita com pedras / poldras.

O caminho é mesmo pelo meio dos campos. As setas não enganam!

As ruas da vila encontravam-se enfeitadas com flores de papel, o que veio trazer um belo colorido à nossa passagem.

Depois de atravessarmos mais uma vez a linha de comboio (que atravessa a cidade mesmo pelo meio), apanhámos a ciclovia do Atlântico existente junto ao mar, que nos levou em segurança em direção ao monte de Stª Tecla que se vê no horizonte.

Abandonando a ciclovia, passamos pela capela de Stº Isidoro, mesmo junto ao mar.

O trilho continua para norte, seguindo a linha de comboio.

Chegada à foz do rio Minho, com destaque para o Monte de Stª Tecla (do lado espanhol) e o forte da Ínsua, na pequena ilha existente no meio da foz do rio.

Passagem por um túnel debaixo da linha de comboio.

Seguimos pela estrada, junto ao passeio que estava em obras para se tornar uma ciclovia partilhada.

De novo a atravessar a linha.

Até que chegámos ao centro de Caminha, uma localidade que ainda não conhecia e da qual gostei. A praça central está muito arranjada e o percurso passa pela torre medieval, seguindo por uma ruela muito típica até chegar à zona do rio Minho.

Alcançámos então o desejado ferry. Tinha consultado os horários e sabíamos que partiria às 12h. Chegámos em cima da hora e para tal foi preciso pedalar. Mas a desilusão estava para chegar: devido ao assoreamento do rio, só se consegue navegar na preia-mar, quando o nível da água está mais alto. Ora, quando chegámos o rio estava com a maré demasiado baixa para permitir a travessia. Que desilusão! O próximo barco seria às 14h. Teríamos de esperar duas horas.

Optámos por continuar a viagem até Vila Nova de Cerveira e aí atravessar na ponte internacional até Espanha, para finalmente regressar a La Guardia, do outro lado do Minho. Seguimos pela nacional 13, atravessando o rio Coura.

Aqui já não se "Caminha", pedala-se!

De Caminha a Vila Nova de Cerveira foram cerca de 12 km a mais para cada lado. Não custou muito, mas foram mais quilómetros acumulados que atrasaram o plano delineado.

À entrada de V.N. de Cerveira, junto à Pousada da Juventude, um painel assinalava o caminho de Santiago. A verdade é que até havia setas amarelas a guiar-nos, mas eram as de outra variante do caminho, que levavam até Valença do Minho, para seguir o caminho central.

Chegada ao centro histórico de V. N. de Cerveira, onde almoçámos. Até almocei demais! Comi tanto, que até tive problemas depois ao pedalar. Quem me manda ser guloso!

Logo à saída de Cerveira, passamos a Ponte da Amizade até ao território espanhol. Por fim, estávamos em Espanha!

Se costumam dizer que de Espanha, nem bons ventos, nem bons casamentos, a verdade é que os problemas surgiram aí. Na chegada a La Guardia, o "Triciclo" partiu um raio da bicicleta. Nada que fizesse muita falta, mas esperávamos que fosse apenas este. Depois, fomos enganados por umas marcações estranhas, que era umas setas amarelas, mas com uma linha azul. Pensamos tratar-se de alguma alteração do percurso e descuramos o trilho do GPS, que mandava por outra direção. Fizemos mal em não seguir o GPS, pois acabámos por fazer um desvio, que só não foi maior porque íamos subindo cada vez mais para a serra. Decidimos voltar a descer e seguir o trilho GPS.

Apanhamos então a estrada PO-552, que tem uma excelente ciclovia ao longo de praticamente todo o seu curso. Pudemos assim pedalar em segurança, seguindo a direção do caminho que, ora seguia pelo mesmo trilho que nós, ora passava paralelo à ciclovia, em caminhos de pé posto, onde só se passa realmente a pé.

Quando o terreno não permitia a ciclovia junto à estrada, esta afastava-se mais para o litoral e seguia por caminhos em terra, sempre com sinalização. Muito bom!

Aqui, o Caminho faz jus ao seu nome: era realmente o caminho da Costa, a da morte mais precisamente. Embora esta zona pertença à Rias Baixas (que inclui a ria de Vigo), pode considerar-se uma zona onde o mar é tão bravo como a zona situada mais a norte da Costa da Morte. Aqui, apesar do azul turquesa lindíssimo do mar, a costa está repleta de rochedos e baixios. Praticamente não existe praia e o vento (a conhecida nortada) é terrível! Foram 50 longos e penosos quilómetros a pedalar contra o vento. É uma das coisas que mais odeio: para além do desgaste extra, o som sibilante produzido pelo vento nos ouvidos é extremamente desagradável, até do ponto de vista psicológico.

Para aguentarmos a dureza do percurso, valeu a passagem por um local muito pitoresco: o Mosteiro de Stª Maria de Oia.

Construído praticamente em cima do mar, desafia a bravura do Atlântico e o ímpeto das suas ondas. Não deixa de ser engraçado passar pelo caminho/estrada abaixo do convento, pois arriscamo-nos a levar com uma onda em cima, a qualquer momento.

O cabo Silleiro desafiava-nos com os seus ventos, mas já conseguiamos observar o farol que servia de marco para o nosso caminho.

Sempre contra a nortada, alcançamo-lo com muito custo.

Pudemos também observar as baterias de canhões estrategicamente dissimuladas na encosta do cabo.

Dobrado o cabo Silleiro, descobrimos as Ilhas Cies.

Vista para a entrada da ria de Vigo.

Continuando pela ciclovia em direção a Baiona.

Vista da Fortaleza de Baiona.

Pedalando pela ponte medieval de Ramallosa (Sec. XIII).

O piso não era nada convidativo a pedalar.

Acabaríamos por ficar nesta localidade de A Ramallosa, pois já era tarde para continuar e a pedalada de 50 km contra o vento tinha sido penosa.

Uma etapa de quase 95 km, com 6h44 min de pedalada efetiva.

Ficamos albergados no Paço de Pias, uma antiga casa senhorial do Sec. XVII, que agora funciona como retiro espiritual sob a tutela de uma ordem religiosa.

Funciona também como albergue e as condições são ótimas.

Tem a particularidade de possuir o maior espigueiro (hórreo) de dois pisos da Galiza.

Por-do-sol sobre a baia de Baiona / A Ramallosa.

Amanhã seria outro dia, e o objetivo poderia ser chegar a Santiago.

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