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26
Jul08

Porto BikeTour 2008 - Eu fui! (Foto report)

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Porto BikeTour 2008 - Eu fui!

Não há como participar para ver como é, certo? Então lá fui eu para mais uma experiência de bicicleta. A ideia é simples: pegar em 8500 pessoas e pô-las a pedalar a partir de uma ponte tão simbólica quanto a Ponte da Arrábida. Ah, é verdade... levam a bicicleta para casa! Não é de borla, mas por 60€ pode-se considerar que é acessível. As inscrições começaram em Janeiro e fui logo inscrever-me na 1ª semana.

Pouco tempo antes do evento, a organização criou um road-show para divulgar a iniciativa e para o levantamento do material necessário à participação: capacete, T-shirt e dorsal.

Aí a organização falhou porque só no final da semana é que chegaram os capacetes: resultado, foi preciso ir lá mais duas vezes para o obter!

Isto começava bem... Porque é que me meti nisto??!?!

Mas pronto, os nervos acalmaram-se e no domingo 20 de Julho lá me levantei cedo para ir para o Porto BikeTour.

O local da partida era junto ao Castelo do Queijo e logo pelas 8h30 da manhã, não faltavam "verdinhos" cheios de entusiasmo para uma voltinha de bicicleta.

S. Pedro não deve ter sido convidado para a festa, porque acabou por brindar-nos com uma manhã de nevoeiro um pouco fresca para andar de calções e T-shirt.

A entrada do Castelo do Queijo.

As filas para entrar nos autocarros que nos levariam até à Ponte iam aumentando.

Antes de entrar, era entregue a mochila (tipo Camelback) com água, uma barrita, uma bomba e uma chave umbrako. Reparem no tamanho das pilhas de mochilas!

Já dentro do autocarro, que mais parecia uma nave espacial.

Eeennaaaa! Tantas bicicletas e todas alinhadinhas...

A mim, calhou-me esta! Bem catita, não é? O material é fraquinho, mas achei-a engraçada. Tive sorte porque o autocarro parou diante de um monte de bicicletas pretas (quanto a mim, as mais bonitas)

O principal aspecto negativo deste evento foi o tempo de espera! As partidas dos autocarros eram desde as 8h30, no entanto a partida era só às 11h30! às 9 e pouco já tinha a minha bicicleta e estava pronto. Na minha opinião, era desnecessário fazer-nos esperar mais de 1h30 pela partida. Ainda por cima, a manhã estava fresca e não soube nada bem. Por isso, o que não faltou foi tempo para tratar de alguns pormenores em algumas biclas, como encher os pneus. Vi uma pessoa a ficar com uma metade da bomba em cada mão! Era de esperar...

O meu frontal com uns retoques do editor de imagem (Note-se que não ganho nada com a publicidade ao operador de telemóveis)

Tivemos direito a uma medalha e tudo. O mais engraçado é que já a tínhamos na mochila antes mesmo de arrancar.

Meia hora antes da partida, passam os ditos VIPs. É revoltante ver que obrigam as pessoas (que pagam 60€)  a apanhar uma seca até à hora da partida, enquanto os VIPs chegam na boa...

Pouco depois das 11h, retiraram as fitas que limitavam uma das faixas da estrada por onde passavam os autocarros. O pessoal foi-se aproximando da ponte.

Tal como referi, havia bicicletas para todos os gostos consoante o patrocinador. Vou ter de fazer publicidade (sem ganhar nada com isso - outra vez!). Havia as verdes do BES.

As vermelhas (ou laranja) dos Jogos Santa Casa.

As azúis da Caixa Geral de Depósitos.

Outras vermelhas dos CTT. Ainda havia umas todas verdes da Skoda, umas todas azúis da RTP e não sei se havia algumas específicas da Radio Comercial. De qualquer maneira, todas essas eram só para os convidados das empresas (os tais VIPs).

No início do tabuleiro da ponte, já pronto (havia bastante tempo) para a partida.

Estavam a reclamar??? Nada disso...

... apenas a acenar para a TV. "Maaeee, estou aqui!" "Sou eu com a T-shirt verde e o capacete branco, estou de bicicleta!"

Havia pessoal preparado para registar tudo em vídeo. O suporte era "high-tech"!

Em pleno tabuleiro, ainda se encontravam bastantes bicicletas. Será que foram pessoas que desistiram?

A linha de partida.

Em directo para a RTP.

Mãe, agora é a minha vez de passar na TV.

O grupo era tão extensa que já ia a entrar no túnel de acesso ao cais de Gaia.

Logo depois de passar a ponte, virámos para Gaia (Afurada).

Passagem pelo túnel em direcção ao cais de Gaia.

O início da descida até ao rio. Aqui, via-se bem que muitos eram mesmo amadores pois a maior parte do grupo ia descendo com a bicicleta à mão, obrigando o resto a andar a passo de caracol.

Já junto ao Douro...

... sempre tão majestoso!

Passagem pela zona do Cais de Gaia e das Caves do Vinho do Porto.

Cais de Gaia e Ponte D. Luís.

Mais uma foto da Ponte D. Luís com a colcha de renda gigante pendurada.

Explicação para a colcha:

Uma Colcha de croché gigantesca, criada pela artista Joana Vasconcelos, em colaboração com várias mulheres de Santa Maria de Feira, será suspensa na ponte de Luís I no próximo sábado. "Varina " é o titulo da obra em croché feito á mão com cerca de 500 metros quadrados e um peso total superior a 400 Kilos. A suspensão de peças artisticas em momumentos não é uma estreia para Joana Vasconcelos, que, em 2007, colocou uma colcha de menor dimensão no Castelo de Santa Maria da Feira.

Já no tabuleiro inferior da ponte D. Luís.

O grupo encaminhou-se para o túnel da Ribeira.

À entrada do túnel da Ribeira.

Passando na zona do Infante, com o palácio da bolsa em evidência.

Passagem frente à Igreja de S. Francisco.

Perto do edifício da Alfândega do Porto.

Pelos vistos havia também a opção "tandem"! Não me importava nada de ter pago para ter uma destas, sempre dava para pedalar com a minha "Maria"...

Pedalando na ponte suspensa...

... onde uma menina arriscava a sua vida para apanhar a melhor foto. Deve gostar de emoções fortes, pois era cada azelha... Eu não arriscava!

Passagem frente ao Museu do carro eléctrico.

Aproximando-me da Ponte da Arrábida. Ainda há pouco estava lá em cima.

Na zona do jardim do Passeio Alegre.

A iniciativa estava aberta a todos, incluíndo aqueles que não desistiam perante as dificuldades da vida. A eles, um grande PARABÉNS!

Na Avenida de Montevideu, junto ao mar.

A passagem pelo ponto de encontro inicial, a rotunda do Castelo do Queijo.

Passagem pelo Edifício transparente.

Em direcção à Rotundo do Mar ou da Anémona, em Matosinhos...

... onde estava a estátua gigante do ciclista...

... e a zona da chegada...

... com a mascote do evento, o Biklas!

Depois de terminar, cada um tinha de arranjar maneira de levar a bicicleta. Alguns até trouxeram as carrinhas.

 

Balanço do evento:

Eu diverti-me! E isso é o mais importante. Uma organização desta amplitude tem muitos problemas, obviamente, e seria fácil criticar isto e aquilo, mas acima de tudo é uma boa iniciativa. Muitos dirão que é um evento para encher os bolsos de alguns e que as bicicletas não valem nada, etc... Talvez concorde com alguns desses aspectos, mas a verdade é que este evento consegue levar à pratica de desporto milhares de pessoas que provavelmente de outra forma não o fariam. O atractivo de ter uma bicicleta a baixo custo serve de chamariz e lá vão elas pedalar. Isto faz-nos pensar (a nós betetistas com mais andança) que o BTT/ciclismo não é só para os (so called) "prós" e é preciso organizar passeios simples e sem grande (ou nenhuma) dificuldade, que tragam novas pessoas à modalidade.

 Boas pedaladas

Daraopedal

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