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daraopedal.pt

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16
Abr09

Via Algarviana - Rescaldo 5ª e última etapa

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Finalmente a última etapa! De Marmelete até ao Cabo S. Vicente e Sagres! 78 km ao menu!

Não é que não estivesse a gostar, mas fisicamente estava a ser bem durinho e o que eu queria era mesmo chegar ao fim.

O pessoal a arrumar as tralhas da casa do povo de Marmelete. Hoje a partida foi mais tranquila, pois apesar de ser a etapa mais longa, sabíamos que era muito rolante. No entanto o dia amanheceu molhado. Pelos vistos tinha chovido a noite toda, ainda houve pessoal a chegar às 3 da manhã depois de uma visita ao medronho. Eu, nada ouvi!

O pequeno-almoço num café de Marmelete. Hoje ninguém estava com pressa em partir. Não sei se foi por ser o último dia, se foi pela chuva ou por simples preguiça.

A vista de Marmelete com o ambiente húmido do último dia.

Uma estranha escultura na descida a caminho da Barragem de Odiáxere.

O lema do dia foi "Todos juntos!" e a malta dos picanços que andava sempre a chegar 3 a 4 horas antes de mim ao final andou hoje com mais calma. Aqui uma paragem para tirar os impermeáveis quando o dia começou a melhorar.

A vista para a Barragem da Bravura (de Odiáxere).

O grupo foi pedalando com mais calma, mas mesmo assim era muito rápido para eu poder parar à minha vontade para tirar umas fotos.

A passagem junto à Igreja de Bensafrim, um pequena localidade a Norte de Lagos pela qual passámos.

Depois de passar Barão de S. João, metemo-nos pela Mata Nacional acima e só parámos o topo.

Perto deste local da foto, deu para ver a força e teimosia de um colega betetista de 51 anos que tentou 3 ou 4 vezes passar pedalando onde toda a gente tinha passado à mão! Teimoso o homem :-D mas acabou por se render às evidências: ali o terreno era mais forte! Mas a verdade é uma: quem me dera ter agora a pedalada que ele tem. Se aos 51 anos tiver metade da pedalada que ele tem, já me dou por feliz.

Um pouco mais à frente, ultrapassámos o pessoal que estava a fazer a Via Algarviana a cavalo.


Perto das 13h já faltavam pouco mais de 20 km para chegar ao final. Já tínhamos 50 e tal quilómetros nas pernas, mais do que no dia anterior. Hoje sentia-me bem e não me doía o rabo. Acabámos por parar na aldeia da Raposeira, antes de Vila do Bispo para ir às bifanas.

Junto à esplanada do café, um hotel para a passarada!

Continuando o percurso em direcção a Vila do Bispo. A zona entre Vila do Bispo e a zona do Vale Santos é sempre muito penosa, não pelo terreno, mas pelo vento constante que torna o acto de pedalar muito desagradável. O zumbido nos ouvidos, o esforço extra para pedalar contra o vento... Tudo isto tornou esta parte um bocado penosa.

Finalmente, no horizonte, o farol do cabo de S. Vicente! O fim da aventura estava à vista!

Antes de chegar ao farol, alguns insistiram para a foto da praxe! O que eu queria mesmo era chegar ao fim!

Finalmente a chegada ao Farol do Cabo de S. Vicente! Tínhamos alguns fugitivos do pelotão que tinham chegado primeiro e a malta das caminhadas à nossa espera. Depois ainda estivemos à espera do pessoal que vinha a cavalo.

Senti-me muito satisfeito por ter cumprido um sonho e desejo com mais de dois anos. Foi uma vitória a nível pessoal que valeu pela aventura, pelas paisagens, pela companhia da malta sempre animada do BTT.

Ainda fomos até Sagres com um pequeno sprint por alcatrão para uma pequena recepção preparada pela organização na Casa Azul. Houve bolinhos e bebidas para toda a gente para o último momento de confraternização antes de embarcar no autocarro em direcção a Alcoutim.

O ciclo computador marcou 78,87 km para este dia, com 5 horas a pedalar, uma média de 15,75 km/h (a mais alta de todos os dias) e um acumulado de 1650 m.

No total acabaram por ser mais de 340 km (contando com as ligações) ao longo de cinco dias muito duros, mas também muito divertidos, onde deu para conhecer malta nova e ver que há gente muuuuuito viciada no BTT (mas muito mesmo!). Ao lado deles, sou um principiante!

Uma palavra para o Sr. Amândio, um betetista com 61 anos, o mais v... experiente da aventura. Quem me dera ter a sua pedalada nessa idade!

Dou ainda os meus parabéns à única mulher que completou o percurso e que revelou ter mais pedalada que eu também!

Acho que se tivesse de receber um prémio pela Via Algarviana seria... o do último pois terminei todas as etapas nos últimos. Mas isso foi uma vitória para mim, pois o eu objectivo foi cumprido: percorrer o interior algarvio pela Via Algarviana.

 

A todos os que o fizeram comigo, um abraço.

A todos os que ficaram com vontade de o fazer, FORÇA!

 Clica na imagem para voltar à primeira etapa.