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daraopedal.pt

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16
Abr09

Via Algarviana - Rescaldo 4ª etapa

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4ª etapa - de Silves a Monchique. A etapa com menos quilómetros (supostamente 46 km) mais considerada a mais difícil pelas subidas acumuladas até à serra de Monchique.

O despertar da malta junto ao quartel dos Bombeiros de Silves após o pequeno-almoço no bar do mesmo.

O percurso voltou para a parte norte da cidade, para iniciar as subidas e descidas nos montes dos arredores. Ao longe era possível avistar Portimão e Lagos, com Sagres tão perto...

O percurso foi essencialmente ao longo de estradões e caminhos de terra sem dificuldades técnicas a não ser uma zona onde encontrámos uma série de árvores que tinham sido cortada de forma a tombar para o trilhos. Aparentemente o proprietário dos terrenos terá tomado esta atitude para nos impedir de passar por lá, mas, que eu saiba, a Via Algarviana passa por caminhos públicos. Com maior ou menor dificuldade, lá seguimos o nosso caminho.

E o caminho era para Monchique, sempre para cima!

Passagem pela ribeira de Odelouca, onde se notam as obras relacionadas com a construção da barragem mais a jusante. Daqui a uns tempos a paisagem será certamente diferente e esta foto servirá de testemunho de como era "antes". Ainda deu para molhar o pezinho ao atravessar.

Depois... bem, depois começou o suplício. Sempre a subir, primeiro por caminhos de terra e depois por estrada (com gravilha) em direcção à Picota, o 2º ponto mais alto da Serra de Monchique. Esta etapa foi má para mim pois fui muito abaixo ao nível moral. As dores no rabo desmotivavam qualquer tentativa para saltar para cima do selim. E, mesmo quando dava perfeitamente para pedalar, recusava-me a saltar para cima da bicicleta e fiz praticamente tudo à mão até à Picota.

Claro que fui ficando para trás. Deu para apreciar as vistas e a paisagem da serra que me lembra a minha terra natal e a Serra da Freita. Curiosamente fazer o percurso a pé não me custou muito, pois estava bem das pernas. As dores eram todas no rabo!

Acabei por alcançar um grupo na chegada ao alto da Picota a 774 metros de altitude. O terreno nesta zona é impraticável e é preciso levar a bicicleta às costas. Obviamente este é um troço apenas para caminheiros.

As vistas é que são fantásticas e valem bem os tormentos passados para alcançar o topo. Deve ser isto que o joão Garcia pensa quando escala uma qualquer montanha do planeta.

Na descida da zona do marco geodésico com a vista do percurso que nos esperava: a descida à vila de Monchique e a subida à serra até próximo da Fóia.

A descida até Monchique foi espectacular e deu para animar um pouco com um single-track fantástico (mas perigoso) numa zona de sobreiral intensa. Soube depois que ainda houve algumas quedas num rego traiçoeiro que atravessava o caminho.

Chegada à praça central de Monchique onde se fez uma paragem estratégica para comer qualquer coisa.

Subida pelas ruelas típicas da vila.

A vista para a vila de Monchique e para o alto da Picota onde tanto me tinha custado chegar.

A passagem junto às ruínas do Convento de Nossa Senhora do Desterro. O local é muito bonito por estar numa zona com muito sobreiros, no entanto o estado de conservação do convento é lamentável: as ruínas são utilizadas como currais e galinheiros por habitantes locais. É uma pena um monumento referenciado nos cartazes turísticos da zona estar assim.

Continuei a minha aventura de levar a bicicleta serra acima a pé e passei junto a esta pista de Downhill existente na zona.

Depois de muito penar, lá cheguei ao alto da serra de Monchique. O percurso não passa mesmo junto à Fóia, e fica-se pela encosta norte da serra. Quanto a mim é uma pena porque as vistas do outro lado são fantásticas.

Chegámos às zona das "portinhas", um sistema que delimita uma área da serra que serve não sei bem para quê. Na foto, a última mulher resistente nesta aventura.

A vista era esta, para a pequena barragem existente na serra. Voltaríamos a passar por mais uma porta para sair da zona cercada.

Andámos a seguir o percurso que dá umas voltas pela serra e proporciona a passagem junto aos campos de socalcos da vertente norte da serra. Uma zona muito bonita sem dúvida.

Depois, a descida em direcção a Marmelete onde iríamos pernoitar. Ainda deu para passar por umas vaquinhas, mas estas não eram como as da Serra da Freita. Ao longe, no horizonte, ficava Sagres.

A vista para o Autódromo Internacional do Algarve.

A descida foi muito boa, mas... uma subida? Mais uma!? Não tinha visto esta na previsão do gráfico de altimetria.

Finalmente a chegada a Marmelete.

Alguns dos aviões que participaram nesta aventura alinhados frente à casa do povo de Marmelete onde a malta ficou alojada. Os banhos foram nos balneários do polidesportivo junto à escola primária: água quente à descrição! Que bom!

O jantar neste dia estava marcado para a Tasca do Petrol a... 5km de onde estávamos! Muita gente cortou-se e foi ao restaurante ao lado da casa do povo. Como me tinha dito se comia bem na Tasca do Petrol lá fui fazer mais 5 km para cada lado. Para lá a malta foi sempre a abrir e consegui acompanhar, para cá, de barriga bem cheia, vim nas calmas. O jantar foi muito bom e o ambiente espectacular. No regresso a Marmelete, a chuva deu sinais de estar para chegar.

Os números:

50.18 km (sem contar os 10 km da ida e vinda do restaurante)

6h13m a pedalar (quer dizer...a caminhar com ela ao lado!)

8,06 km/h de velocidade média

Subidas acumuladas: já não me lembro mas era muuuito (2000 e tal metros)

Clica na imagem acima para a 5ª e última etapa.