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20
Mai09

Minas de S. Domingo - Pomarão: o regresso

daraopedal

Regressei ao Pomarão para cumprir aquilo que me tinha prometido a mim mesmo, quando, há cerca de dois anos atrás percorri a pé o caminho-de-ferro das Minas de S. Domingos, percorrê-lo de BTT.

O percurso começa sensivelmente frente à Igreja de Minas de S. Domingos...

... onde está esta placa informativa sobre os percursos da zona.

Atravessando a rua, segui em direcção ao complexo mineiro.

E depois em direcção à zona das antigas oficinas.

Não sem antes parar junto a uma das lagoas de águas ácidas...

... para admirar o cenário dantesco da zona.

Depois de passar as oficinas, seguimos o estradão em direcção à Achada do Gamo.

Aqui também parecemos estar num outro continente (Austrália?) ou até num outro planeta.

E não é que houve um furo com pouco quilómetros percorridos?

A zona das torres do complexo da Achada do Gamo.

Mais uma lagoa de águas estranhas.

A partir daqui fomos sempre pelo percurso da antiga linha de caminho-de-ferro que entretanto foi desactivada.

Algumas das pontes ao longo do percurso ruíram com o passar do tempo, pelo que temos de descer a ribeira e voltar a subir para o caminho. Não é difícil. No início até é divertido, mas como são várias, acaba por chatear, pois quebra um pouco o ritmo.

Perto de Santana de Cambas, um monumento recente honrando aquele que foi o primeiro caminho-de-ferro privado em Portugal, cuja construção foi iniciada em 1859.

A placa com as informações sobre o caminho-de-ferro.

À entrada das aldeias esta curiosa construção dava-nos as boas vindas.

Tivemos de passar algumas zonas cercadas, mas é só abrir e voltar a fechar as cancelas.

A chegada à zona dos túneis, por cima a estrada por onde havíamos de regressar.

No interior de um dos túneis.

A saída do túnel por entre a vegetação com, em primeiro plano, o local onde estava uma ponte.

Nesta zona ainda se vêem as travessas da linha do caminho-de-ferro.

Mais um túnel...

As bikes na escuridão do túnel. Não tínhamos lanterna (ficou no carro), pelo que tivemos de recorrer à luz traseira vermelha para orientar um pouco. Mesmo assim não se via grande coisa. Há pelo menos dois túneis onde convém ter alguma luz para orientar pois não se vê a luz da saída. Quem tiver medo de morcegos que se abstenha da travessia.

Mais uma saída.

Finalmente a chegada ao Pomarão e ao majestoso Guadiana.

O grupo à chegada.

O Guadiana, onde o minério era embarcado, descendo o rio até Vila Real de Stº António, onde era transferido para outro navio, seguindo então para Inglaterra.

Não é "Benvindo"! Mas sim "Bem-vindo!"

"Assim se fala em bom português"

Depois de beber e comer qualquer coisa na tasca da zona, acabámos por optar pelo regresso por estrada para poupar um dos elementos do grupo que, não tendo prática de BTT, se meteu nesta aventura. Algo me diz que foi enganado por alguém, mas isso são outras histórias... O que eu acho é que tão cedo não volta a meter-se numa...

Ainda fomos até à recente ponte internacional do Baixo Guadiana, para apreciar a vista para a Barragem do Chança.

A vista sobre a ponte e o Pomarão (Portugal)...

... e a vista para Espanha. Podem ver que foi um passeio internacional!

O regresso por estrada foi fácil, apesar de algumas subidas acentuadas ao sair do Pomarão. Fomos por estrada até Santana de Cambas, onde estava o monumento e depois voltámos a apanhar o trajecto percorrido pelo caminho-de-ferro. Um percurso médio ao nível físico (o piso e as travessias das pontes e túneis quebram um pouco) com cerca de 38 km (ida e volta).

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