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daraopedal.pt

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11
Set09

GR 28 Arouca - Report 3ª etapa

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A 3ª etapa começou novamente onde tínhamos terminado no dia anterior, junto ao Pelourinho de Alvarenga. O meu amigo, que tinha tido problemas com a bicicleta, acabou por ter de trocar de bicicleta, não sem antes ter tido uma outra "luta" com os pedais de encaixe. Resultado: acabou por se ver obrigado a fazer esta etapa sem pedais de encaixe.

Seguimos o nosso caminho por entre as casas rurais e ruelas de Alvarenga.

Perspectiva sobre a escola primária de Alvarenga.

Paragem junto ao cruzamento das estradas EN 225 (Nespereira - Cabril) e 326-1 (Alvarenga - Arouca), onde fica a entrada da quinta Vila Guiomar.

Uma das mais conhecidas quintas de Alvarenga.

Seguimos pela estrada em direcção a Nespereira, sempre de acordo com as marcações e setas do GR. No entanto como sabíamos que a passagem na praia do Vau era impossível por não estar ainda pronto o sistema para a travessia, no local onde o caminho indicava que deveríamos abandonar a estrada para seguir até ao lugar de Lourido, optámos por continuar por estrada...

... e seguir em direcção à praia fluvial de Espiunca. A descida é fácil e foi feita sempre por estrada, o que retira alguma piada e acresce alguns quilómetros ao percurso.

Travessia da Ponte da Espiunca.

Por baixo, na praia fluvial já andava pessoal a tomar banho.

O dia ia quente e ainda faltavam vários quilómetros e subidas pela frente até Arouca.

A minha "precious" à entrada da freguesia de Canelas.

Outra placa, novamente em ardósia, já mais próximo do lugar de Canelas.

Voltámos a encontrar as marcas do GR 28 junto à Igreja de Canelas, onde surgem também as marcas do PR9 - Rota do Xisto.

Seguimos por uma pequena escadaria por entre casas tradicionais, umas restauradas e outras em vias de o serem.

Muitas casas na zona central de Canelas têm os telhados cobertos de ardósia (ou xisto), uma rocha abundante na freguesia, em especial na pedreira dos Valérios, onde foram encontradas as famosas trilobites gigantes.

Junto a uma das casas restauradas, uma bela relíquia: uma Saxonette. Nunca tinha ouvido falar de tal marca. Numa destas, dar ao pedal não custa!

A saída do lugar encontrámos uma indicação de uma fonte, o que é sempre bom assinalar num percurso tão exigente como este, em que "os consumos disparam", com muitos litros aos 100.

Depois de passar a penúltima casa, encontrámos o caminho barrado com um cabo de aço. Não se via nenhuma marca do GR, nem seta. Seguimos pela direita e fomos até à última casa, onde perguntámos informações. Tivemos de voltar para trás e seguir pelo caminho da esquerda que sobe o monte aos "esses"...

... até encontrarmos uma pequena estrada e, um pouco mais à frente, o depósito da rede da água. Esta parte do percurso a partir da saída de Canelas encontra-se muito mal marcada, talvez o facto de terem sido cortadas árvores nessa zona seja a causa.

Ainda tinha pensado continuar a pedalar até à zona da louseira dos Valérios e almoçar junto ao museu do Centro de Interpretação Geológica de Canelas, mas o percurso tinha sido desgastante (sempre a subir desde que atravessámos o Paiva) e por isso acabámos por almoçar antes, na beira de um caminho. Só depois, chegaríamos à zona da louseira.

Perspectiva do CIG de Canelas a partir da estrada Arouca - Alvarenga.

Junto ao CIG de Canelas, encontrámos uma placa da sinalética do percurso derrubada. Esta zona do percurso está também muito mal marcada e até encontrámos alguns vestígios de marcações que tinham sido apagadas. Não sei se haverá intenção de desviá-lo para não passar num outro percurso existente no local, a Rota do Paleozóico, um percurso privado, incluído na visita ao CIG. Se tal for o caso (até é compreensível) deveriam tratar de marcar rapidamente a alternativa.

A minha bike frente à entrada do museu (fechado àquela hora).

Uma outra perspectiva do museu. Mais informações clicando aqui.

Mais adiante passámos no tal percurso da Rota do Paleozóico, onde passámos junto à Mesa dos Ladrões e mais à frente, junto à Crista Quartzítica dos Galinheiros, encontrámos uma obra do Obelix cá da zona...

O trilho segue pelo cume do monte até se avistar à nossa esquerda um grande campo rodeado por eucaliptais. Esse campo destaca-se na paisagem e é um bom ponto de referência para saber onde passa o percurso.

Depois de subirmos o monte junto ao campo, cruzámos uma estrada que liga a Castelo de Paiva, e seguimos monte abaixo até chegar à aldeia de Gamarão de Cima.

Passagem junto à antiga escola primária de Gamarão de Cima.

Mais abaixo voltámos a encontrar a estrada EN 326-1 (Arouca - Alvarenga). Temos de subir cerca de 100 m e virar à direita...

... em direcção à Srª da Mó. Esta parte do caminho é super conhecida, pois faz parte da habitual volta "short" para quando não há tempo para grandes aventuras.

A vista para a Srª da Mó.

A passagem junto à antena de telecomunicações, um bom ponto de referência...

... com uma vista fantástica para o vale de Arouca.

O caminho, à chegada à zona do recinto da Senhora da Mó. A zona está agora muito diferente depois dos grandes incêndios de 2005. Antes havia um pinhal espectacular por aqui, depois vieram as tonalidades cinza, mas agora, felizmente, o verde começa a voltar a dominar e por todo o lado é ver milhares de pequenos pinheiros a crescer. Espero um dia voltar a ver esta zona coberta como antes e pedalar... à sombra!

Nunca tinha reparado que o percurso não passa mesmo junto à capela. Acho que é uma pena, pois a capela tem um aspecto muito pitoresco e original e a vista sobre Arouca é fantástica. Quanto a mim, deveria ser um aspecto a alterar. Como a ideia era seguir o percurso, depois de deixar o estradão de terra e chegar à estrada, seguimos em direcção a Arouca por asfalto, passando junto à casa dos serviços florestais. Umas centenas de metros mais adiante, o trilho abandona a estrada, seguindo à esquerda por um dos terrenos mais técnicos e duro do percurso. Descê-lo sempre em cima da bicicleta é muito arriscado e desmontei numa zona que considero muito perigosa. Cheguei ao fim da descida com uma dor de pulsos enorme. Voltámos à estrada, virando à direita (em direcção da subida) e voltámos a descer pelo monte...

... até encontrar a estrada da variante circundante de Arouca. Junto ao depósito das botijas de gás, voltámos a virar à esquerda para o trilho em direcção às primeiras casas da vila de Arouca.

Passagem junto à pequena e rudimentar capela de S. Pedro.

Passagem junto à capela de Stº António (ao lado da CM de Arouca e dos Bombeiros Voluntários).

E finalmente a chegada à avenida central de Arouca, com o Mosteiro como cenário.

A praça central e a capela da Misericórdia.

Passagem junto ao Museu Municipal.

... e finalmente o largo da feira quinzenal onde tudo começou, dois dias antes!

A satisfação de termos concluído na íntegra o percurso do GR 28 era muita, até porque, pelo que nos foi dito no Posto de Turismo e no Parque de Campismo, ainda ninguém o tinha feito. Por isso, fomos os primeiros!

Foi um percurso espectacular, mas bastante exigente e técnico que nos tínhamos proposto fazer em dois dias, mas que acabou por ser em três dias.

Recomendo a quem quiser uma boa aventura de BTT para mais do que um dia pelos lados de Arouca.

Boas pedaladas

Daraopedal