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daraopedal.pt

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11
Set09

GR 28 Arouca - Report 2ª etapa

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o 2º dia iniciou-se precisamente no local onde tínhamos terminado no dia anterior: a capela da aldeia de Silveiras.

A partir daí seguimos pelo percurso comum ao PR5 - Rota das Tormentas.

O início é feito por uma descida bem técnica e dura.

Mas depois veio o pior: subir o monte da Cortegaça! uma longa subida sob intenso calor, pois apesar de ainda ser cedo, o dia estava muito quente.

Uma foto de que gosto muito. A descida até à aldeia de Cortegaça. Apesar de dar para montar a bicicleta, o caminho é muito técnico e muito duro.

A chegada à aldeia de Cortegaça.

Subimos novamente (à mão) até chegar à estrada. Seguimos um pouco por alcatrão, até que a estrada vira estradão de terra batida.

Então foi sempre a descer! Mais abaixo surge a separação entre o PR 5.1 ( que segue pela esquerda) e o GR 28 (que vira à direita).

Depois de passar pelo centro da pequena aldeia de Meitriz, atravessámos o rio Paiva em direcção a Além-do-Barco...

um pequeno lugar muito agradável onde existe uma pequena praia fluvial na margem do Paiva. Existe um pequeno balneário de apoio. Quanto a mim para quem faz o percurso em autonomia, este é o local ideal para terminar a 1ª etapa. Facilmente se faz campismo selvagem e podemos aproveitar as casas de banho no local. Não sei se estarão sempre abertas, mas se falarem com a junta ou alguém das aldeias, certamente se resolvará a questão. Para nós, foi impossível chegar cá no dia anterior. A preparação física não estava ideal e o calor e compromissos familiares fizeram o resto.

Depois de atravessar o rio, começou-se uma subida intensa em direcção a Alvarenga.

A vista sobre Meitriz e a ponte para Além-do-Barco.

Este troço alterna entre terra e alcatrão, mas sempre pelo meio de montes de eucalipto.

Passagem junto ao lugar de Sobral, com meia dúzia de casas...

E seguimos para a Fonte do tinto! Perdão... Fonte tinta.

Mais adiante tivemos direito a esta perspectiva incrível sobre a aldeia de Janarde, com as curvas do rio Paiva.

Ao longo desta aventura, o meu amigo não teve grande sorte com a bicicleta. No 1º dia tinham sido os furos que o atormentaram, e também se tinha queixado de alguma folga no cubo da roda da frente, mas nesta etapa a situação foi bem pior. A roda dianteira tinha vindo a ganhar progressivamente uma folga enorme no eixo que não podíamos reparar com as parcas ferramentas que carregávamos. A situação chegou a tal ponto que os raios tocavam no corpo do travão de disco situado na forqueta da suspensão. Para tentar resolver até chegar a Alvarenga, decidimos tirar o travão da frente...

... e a única forma que arranjámos para o segurar foi prendê-lo na bolsa do material, pendurando-a no guiador. Isto é que foi uma aventura à "Mac Guyver"

Já nas ruelas de Alvarenga, passamos por bastantes quintas, algumas até com capela privadas como na foto (Capela de S. João)

Uma ruela a caminho do centro de Alvarenga...

... até chegar ao largo do Pelourinho, monumento central que pertenceu ao antigo Concelho de Alvarenga. Datado de 1590, encontra-se em frente ao antigo Domus Municipalis, em Trancoso. (Classificado Imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º 23122 de 11-10-1933.)

Chegar aqui não foi nada fácil devido às condições da bicicleta do meu amigo. Depois de analisarmos o restante percurso e ponderar o estado de segurança da bicicleta, optámos por ficar por aqui e chamar o "pronto-socorro".

Uma foto muito engraçada, sinal do elevado nível de auto-estima do pessoal de Alvarenga. Capital do Mundo? Não vou comentar... mas o bife local é muito bom e merece ser provado.

O resto do percurso ficaria para o dia seguinte...

Clica na imagem para a 3ª etapa.