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daraopedal.pt

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11
Nov10

PowertrailTT do Montemuro em BTT

daraopedal

A mais recente aventura foi na Serra do Montemuro, um território pouco explorado situado na confluência dos concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Cinfães e Castro de Aire. Estava previsto um percurso que se iniciava no topo da serra, junto à capela de S. Pedro do Campo, descida até perto de Cinfães e regresso serra acima até ao ponto de partida. Inicialmente era cerca de 23 km ao menu, com uma dificuldade média.

Para nos guiar tínhamos o trilho de GPS, que foi fundamental pois entre esta paisagem tornava-se difícil distinguir o caminho certo.

Até acabámos por fazer um bocado a corta-mato.

Mais uma perspectiva do planalto da serra do Montemuro.

Lá no alto, as torres eólicas do parque eólico que ficava para trás, quando nos dirigíamos para outro do mesmo género.

As bikes!

Era para ali que íamos. As paleta de cores ia do cinza (predominante), ao castanho, verde e preto (dos incêndios)

Nas zona das minas da Fraga da Venda, encontrámos esta curiosa construção. Não percebi para que servia o abrigo. Será que alguém trabalha por lá... e fazendo o quê?

Alcançámos então os estradões de terra, rasgados ao longo da serra quando constroem parque eólicos.

Upa, que sobe um pouco. Até aqui não era nada.

Placa do parque eólico de Tendais.

Antena e abrigo no alto do Tambor.

 

Mais uma placa com informações sobre a fauna que se pode encontrar no local.

Ali em frente, no nosso horizonte, ficava o alto do Castelo. Esse seria o nosso destino, a mais de 1000m de altitude. Não imaginava o que nos esperava para lá chegar. Mas, pela foto, já dá para imaginar alguma coisa.

O trilho técnico da descida diabólica.

A fundo da descida, encontrámos uma estrada e seguimos para a esquerda descendo a alta velocidade em direcção à aldeia de Ervilhais.

À entrada da aldeia, virámos seguindo as indicações até ao alto da Srª do Castelo.

Este era o aspecto da aldeia no início da subida...

... e este é o aspecto da mesma aldeia, já la no alto. Podem imaginar como foi a subida...

Foi mesmo muito dura, apesar de ser por estradão de calçada, perfeitamente ciclável. No entanto, a inclinação era tal que por várias vezes simplesmente desistia e seguia a pé.

Lá no alto encontramos a capela mais recente.

Cá está ela novamente, mas a que interessava não era bem esta.

Seguimos em direcção ao local que nos despertava curiosidade a ponto de ter subido até ao alto da serra.

Os indícios indicavam que já estávamos próximos.

Cá está a capela da Sr.ª do Castelo, construída no meio dos penedos e com uma estranha inscrição na pedra.

A entrada da curiosa capela.

A vista do alto dos penedos para a outra capela.

Do outro lado, mais eólicas na serra do Grou.

Lá ao fundo, o vale do rio Douro, onde se conseguia avistar a barragem do Carrapatelo. A partir daqui tentámos improvisar um atalho que nos levasse ao local onde abandonámos o trilhos e encontrámos o asfalto, mas não tivemos sorte. Custou-nos uns kms a mais e uns quantos arranhões nas pernas. Lá tivemos que voltar à aldeia de Ervilhais e subir a estrada de alcatrão toda até ao ponto pretendido.

A partir daí, continuámos pelo asfalto com descidas e curvas vertiginosas descendo pela estrada e passando pelas aldeias de Peso e Vilar do Peso, onde parei para reabastecer, pois o meu reforço tinha ficado no carro.

Depois de Pinheiro Bordalo, comecei então a dura e longa subida até ao alto da serra.

Estava a cerca de 500m de altitude e tinha de voltar aos 1000m, ao topo do Montemuro, onde estava o carro.

Pelo caminho passei por bosques com árvores muito bonitas. Pareceu-me ser uma zona pertencente aos serviços florestais.

O pior estava então para vir. Estava a começar a anoitecer e ainda me faltava subir tudo!

A noite rapidamente caiu e eu ainda estava na zona da aldeia de Sanguinhedo. Para cúmulo dos cúmulos, o trilho não estava a ajudar... Parecia que o que antes seria um caminho, tinha sido tapado com vários muros. Tive de andar a fazer corta-mato, tentando seguir a direcção do trilho GPS. A certa altura já não se via nada e valeu a pequena luz "pisca-pisca" que tenho no guiador. Mais adiante acabou por surgir um estradão largo, mas um pouco enlameado, que facilitou um pouco a progressão. Não vale a pena dizer que esta parte do percurso foi quase toda feita à mão, empurrando, com dificuldade, a bicicleta serra-acima.

O que seria um trilho exigente mas simples, acabou por se tornar uma aventura de 37 km e com um acumulado superior a 1500m que terminaria perto das 20h15min, com um nevoeiro frio que nem deixava ver as torres eólicas, mesmo passando a menos de 50m delas.

Podia ter corrido muita coisa mal, mas felizmente foi apenas mais uma estafadela daquelas que ficarão para sempre gravadas "no pêlo".

Não recomendo que se faça nas mesmas condições que eu, mas as paisagens valem a pena, isso não há dúvidas.

Boas pedaladas

Daraopedal

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