07
Fev 11

Os mais atentos ao blog decerto já terão reparado que nunca mais coloquei nenhum relato pessoal desde a aventura da Linha de Famalicão-Rates. A razão para tal é bem simples: nunca mais pedalei desde então! Se não voltei a pedalar, não foi porque tivesse deixado de haver vontade de o fazer, mas por uma razão bem menos agradável: por lesão.

Infelizmente a minha antiga lesão no menisco voltou a dar sinal e, se da 1ª vez escapei "à faca", acho que desta vez vai mesmo ter de ser.

 

Para aqueles que já sofreram ou podem vir a sofrer do mesmo (espero que não), deixo aqui um pequeno resumo informativo do que encontrei na Internet sobre este tipo de lesão.

 

Os meniscos são estruturas constituídas basicamente por fibras colágenas circulares (75%), de formato semi circular em forma de meia-lua. Cada joelho apresenta dois meniscos, um na parte interna (menisco medial) e outro na parte externa (menisco lateral). Localizam-se entre o fémur e a tíbia. A presença destas cartilagens específicas é fundamental para o funcionamento do joelho, já que a sua forma e consistência especiais permitem um melhor encaixe e evitam o atrito directo das extremidades ósseas, o que confere uma melhor estabilidade à articulação e contribui para suportar a carga do peso corporal ao andar.

As lesões nos meniscos podem ser provocadas por qualquer movimento forçado do joelho, quedas e traumatismos na zona. Como é lógico, embora sejam problemas mais comuns nos desportistas e também em determinadas profissões (por exemplo, entre os mineiros), também podem acontecer na vida quotidiana em caso de queda ou movimento brusco ou atípico. Por conseguinte, é possível que o menisco não se consiga deslocar adequadamente e fique preso ou pressionado pelos ossos. Por outro lado, também pode sofrer uma exagerada tracção provocada pelas estruturas articulares às quais se encontra unido, o que acaba por superar a sua resistência. Estes são os mecanismos responsáveis pelos dois tipos de lesões mais comuns: a ruptura total ou parcial do menisco e a desunião das estruturas articulares às quais se encontra unido.

São estruturas importantes e infelizmente bastante sujeitas a lesões. Normalmente, as lesões meniscais estão relacionadas a entorses do joelho ou até mesmo a traumas menos comuns), sendo mais frequentes nas práticas desportivas. Por vezes, os meniscos podem apresentar alterações degenerativas (mais comuns na idade adulta e no idoso), o que fragiliza sua estrutura, ficando assim mais susceptível a lesões ocasionadas por entorses mais leves (não relacionados à prática de desporto).

 

Os sintomas iniciais são de dor e derrame, com impotência funcional relativa. Duram 1 a 2 semanas e vão reduzindo-se. Podendo até desaparecer para logo voltarem em nova crise. Pode-se dizer que a lesão meniscal caracteriza-se por crises com intervalos assintomáticos.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor importante no momento do entorse, podendo ser acompanhada de sensação de estalido ou mesmo estalido audível (nas lesões em meniscos com alterações degenerativas, o quadro de dor pode não ser muito intenso no início e sim ir piorando progressivamente);
  • Bloqueio da movimentação do joelho (limitação da flexão e/ou extensão);
  • Ressalto durante a movimentação do joelho;
  • Dor aguda ao agachar-se;
  • Edema e derrame articular no joelho podem estar presentes ou não;

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo ortopedista através do exame clínico. Existem manobras específicas que facilitam na identificação da lesão assim como na sua localização. Actualmente, o exame de Ressonância Magnética (RM) tornou-se bastante útil não só como método auxiliar para diagnóstico como também para nortear o tratamento, uma vez que permite avaliar o tipo e localização da lesão meniscal e a presença de outras lesões associadas (ligamentos, cartilagem,...).

Tipos de lesão meniscal

Os tipos de lesão, variam quanto à sua localização e estabilidade e são divididos em:

  • lesão oblíqua;
  • lesão transversa ou radial;
  • lesão horizontal (com ou sem flap);
  • lesão longitudinal (inclui lesão em alça de balde)
  • lesão degenerativa

Tratamento:

O tratamento é baseado principalmente no tipo e localização da lesão. Pode variar entre conservador, com fisioterapia e uso de analgésicos/anti-inflamatório (menos usual e mais utilizado para pacientes idosos com alterações degenerativas e sem sintomas mecânicos) , e o tratamento cirúrgico, realizado por vídeo-artroscopia para recessão da área lesada ou sutura da mesma (mais comum em pacientes que praticam desportos e/ou com lesões agudas, instáveis e com limitação da movimentação da articulação).

 

 

Fontes:

http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=409

http://www.patologiasdojoelho.com/2009/01/lesoes-meniscais.html

http://www.gustavokaempf.com.br/patologias/menisco/lesao-meniscal

 

A modos que é isto que me espera...

:-(

publicado por daraopedal às 09:31
sinto-me:

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