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daraopedal.pt

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03
Jul13

Caminho de Santiago da Costa - 3ª etapa

daraopedal

No terceiro dia desta aventura, não sabíamos muito bem até onde poderíamos ir. A ideia era pedalar o mais possível para nos aproximarmos ao máximo de Santiago de Compostela, para ter uma etapa muito pequena no dia seguinte. Mas tudo dependeria de como correria o dia.

Partirmos bem cedo de A Ramallosa, ainda o sol não tinha aparecido. A manhã estava bastante fria, aliás o dia teve condições meteorológicas um pouco adversas.

Mais uma perspetiva sobre as Ilhas Cies. Na foto é possível ver a ciclovia existente em grande parte da estrada PO-325.

Para vencer o frio, nada como pedalar (muito) para chegar rapidamente a Vigo.

Nessa cidade, não há um trajeto marcado com as setas. Não há ainda um caminho oficial (li há pouco tempo que estava em discussão a definição desse trajeto pela cidade). Assim, valeu o trilho GPS para nos guiar pela imensidão de prédios. Não gostei nada da cidade, ruas onde o sol não chegava para nos aquecer um pouco, falta de pontos de interesse cultural e/ou histórico. Espero que seja alterado para melhor.

Depois de abandonar a cidade de Vigo, seguimos pela nacional e passamos junto à imponente ponte de Rande sobre a ria de Vigo.

No meio da ria, as estruturas dos viveiros de marisco.

Outra perspetiva da ponte.

Alcançamos então o Caminho Central em Redondela, onde passamos junto ao albergue local.

Sinalética já familiar.

Magnífica paisagem sobre a ria de Vigo.

Chegada a Ponte Sampaio, com a ponte que dá o nome à localidade.

Placa alusiva a uma importante batalha que ali se realizou.

Mais um ponte (A Ponte Nova), desta vez de ferro, que substituiu a ponte do arco destruída pelas cheias, antes da complicação do dia.

O "Triciclo" partiu o suporte da sua bicicleta, fruto da trepidação e do esticador muito tenso. Isto é daqueles imprevistos que são suficientes para complicar muito uma viagem, mas com ele nada disso. Nem foi preciso sair do sítio (no meio do nada) para resolver.

Saca um esticador, demonta as pontas metálicas, enfia-as para segurar as partes partidas, usa o elásticos para manter tudo unido e coloca um pau no meio para dar a rigidez necessária. Meia hora perdida, mas um trabalho impecável! Parabéns amigo!

Passagem pelo albergue de Pontevedra para carimbar.

Igreja da Virgem peregrina

As marcas pelas ruas de Pontevedra.

Passagem pela antiga ponte do Burgo.

Uma dos vários cruzeiros que podemos ver ao longo do caminho.

Depois, encontramos uma zona de obras que parecem ser do alargamento da via férrea.

Outro cruzeiro, com uma estátua de São Tiago no próprio pilar.

"Já falta menos!"

O trajeto é comum com a Via Romana XIX.

A zona percorrida em seguida é particularmente bela e cheia de verdura.

Pequena ponte rudimentar sobre uma linha de água.

Sempre junto ao caminho de ferro.

50 km para Santiago.

Até pelo meio dos campos é Caminho...

Em Caldas de Reis, junto à fonte termal.

Ponte antiga junto à fonte termal.

Paisagem fantástica onde pedalar é um encanto.

Igreja de Santa Maria de Carracedo.

Passagem em Pontecesures.

Chegada a Padron.. Faltavam pouco mais de 25 km para Santiago e já contávamos com quase 100 km nesta etapa. O tempo estava a ameaçar mudar repentinamente, mas achámos que conseguiríamos esticar até ao final. Sentia-me bem fisicamente, tal como o triciclo, então lá fomos!

Logo adiante, começa a chover copiosamente e ainda por cima um furo lento na minha bicicleta. Seria um sinal para ficarmos por ali? Teimosamente, optámos por continuar, depois de tratar do furo.

O tempo melhorou, mas encontramos mais uma surpresa: um desvio ao caminho original devido a obras.

10 km para o fim?

Parecia que tínhamos caídos nas graças de S. Pedro, pois éramos recebidos com um belo arco-íris.

Finalmente as torres da Catedral de Santiago de Compostela à vista!

"Bike for ever" :)

Quase, quase a chegar à entrada da ciade, fomos recebidos com uma chuvada intensa acompanhada por granizo! Que raio de receção!

Finalmente a chegada ao término de mais uma aventura: é sempre uma enorme satisfação e um alívio chegar à praça do Obradoiro.

Foi uma etapa dura q.b. em que pedalamos quase 9h30 ao longo do dia.

125 km no total desta etapa, já não pedalava tanta há bastante tempo.

Procurámos um albergue para pernoitar, pois chegámos à cidade por volta das 20h. Ficamos num hostel / albergue chamado "The last stamp", com excelentes condições.

No dia seguinte, pudemos deixar as bicicletas em segurança e ir à Oficina do Peregrino buscar a Compostelana.

Apesar de ser já a 3ª peregrinação a Santiago, por um ou outro motivo, nunca tinha assistido à missa do peregrino.

Foi com grande satisfação que estive presente nesta cerimónia religiosa e pude assistir ao momento do "botafumeiro", em que vários homens balançam pela catedral fora um enorme encensório de prata.

Para regressar a Portugal, dirigimo-nos à estação de comboios local.

Apanhámos o comboio regional da Renfe até Vigo.

Aí, tivemos de esperar algumas horas para podermos apanhar a ligação existente ao fim do dia para Portugal. O contraste de um comboio para o outro é flagrante. Pelos últimos relatos nas redes sociais, essa viagem é agora praticamente impossível, devido às mudanças impostas pela CP na linha do Minho. É mais um recuo

Resumindo, foi uma aventura com cerca de 312 km, num caminho que me agradou mais do que o caminho central.

Veremos qual e quando será o próximo...

Nota: Podem encontrar os trilhos do percurso na conta Wikiloc daraopedal.

Boas pedaladas

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