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09
Ago16

Serra da Freita nevada

daraopedal

Apesar de estarmos em Agosto e das notícias sobre a Serra da Freita indicarem infelizmente que grande parte da serra ardeu, deixo aqui algumas fotos do nevão de fevereiro 2016, que cobriu a serra de um manto branco. É certamente um cenário muito mais bonito que o manto negro que a deve cobrir atualmente. É uma tristeza ver esta magnífica serra sofrer novamente do flagelo dos incêndios. Resta esperar que a natureza recupere rapidamente do flagelo que o Homem insiste em aplicar em redor de si.

Voltando à essência deste post, este pequeno passeio não foi para pedalar por duas razões: é praticamente impossível pedalar na neve com pneu tão estreitos (2.10) e o objetivo era mesmo registar e apreciar o manto branco de neve. Apenas se fez a subida a partir da zona dos viveiros da Granja até ao miradouro do Detrelo da Malhada e ao miradouro do S. Pedro Velho.

Ficam as fotos.

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Na subida até ao planalto.

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Não era o único nesta andanças.

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O fim da subida.

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A vista para o planalto da serra.

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A altura da neve na estrada.

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Seguindo em direção ao nevoeiro.

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Em direção a um dos geossítios da Serra da Freita.

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A vista a partir do miradouro do Detrelo da Malhada.

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O miradouro e a bicla.

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O nevoeiro estava pouco a pouco a abrir.

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Já no alto do S. Pedro Velho, com a torre do radar meteorológico em destaque.

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A minha primeira (e última) selfie publicada no blogue. O frio era mesmo muito.

Boas pedaladas

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15
Nov15

Lisboa - Fátima - Tomar [Caminho do Tejo] - Dia 1

daraopedal

Já foi em 2008 que fiz o caminho de Fátima, partindo de Oliveira de Azeméis até ao Santuário, e pouco depois comecei a ouvir falar do caminho do Tejo. Trata-se de um percurso que é comum ao Caminho de Santiago e que se encontra marcado desde Lisboa. O início é na capela na rua de Santiago, junto ao Castelo de S. Jorge, passa pela Sé de Lisboa, antes de descer até junto do Tejo, que vai acompanhando, daí também ser conhecido como o Caminho do Tejo. O caminho de Santiago não segue por Fátima, no entanto foi criada uma variante que segue para Fátima. A associação que coordenou estes trabalhos é a Associação dos Amigos do Caminho de Fátima, que tratou da marcação no terreno e criou um site muito completo que recomendo para quem quiser fazer este caminho. Já andava com vontade de conhecer esse percurso há vários anos e finalmente surgiu a oportunidade. Foi uma aventura em BTT diferente, já que foi feita em solitário. Era algo que vinha a pensar fazer um dia, mas uma ou outra razão (sensação de falta de segurança, hesitação, etc.) tinham-me levado a nunca ter feito uma aventura em BTT desta forma.

Para além disso, as notícias que surgiram no início do ano, indicando que a CP permitia agora levar a bicicleta em viagens de longo curso nos comboios intercidades, também vieram facilitar as logísticas.

A minha ideia era ligar Lisboa, Fátima e Tomar em 3 dias, sem correrias e sem exageros, pois por vários fatores, o tempo para treinar é quase nulo e minha preparação era mínima.

Dividi o trajeto em 3 etapas:

1ª Lisboa - Santarém (90 km) - etapa praticamente toda plana e bastante rolante

2ª Santarém - Fátima (60 km)- etapa mais difícil com a passagem pela Serra de Minde a ser bastante complicada, especialmente com calor.

3ª Fátima - Tomar (30 km) - etapa caraterizada pelos declives em altos e baixo sucessivos e pela dura passagem pelo trilho pedestre da serra.

 

Ficam as fotos com algumas informações sobre o percurso:

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A "Precious" em mais uma aventura. Aqui devidamente acomodada nos espaços previsto para esse efeito no intercidades.

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Chegada à estação do Oriente em Lisboa. A partida foi feita a partir daqui e não a partir do Castelo de S. Jorge, já que pelo tempo disponível para chegar a Santarém, a ida ao até esse local implicava andar para trás, pelas ruas movimentadas e perder tempo.

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Segui pelo Parque das Nações.

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Sob a pala do Pavilhão de Portugal.

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Junto ao Pavilhão de Portugal e à marina, encontra-se o primeiro marco do Caminho de Fátima. O local é simbólico e marca o ponto de partida "oficial".

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As marcações do caminho de Santiago são feitas pelas setas amarelas e/ou pelo símbolo da concha/vieira amarela, enquanto o caminho de Fátima está marcado com setas azuis ou um azulejo em linhas azuis, com um símbolo representando um caminho até a uma azinheira.

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Pelo caminho vamos encontrando as marcações quase sempre lado a lado.

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Passagem pela torre Vasco da Gama - um vestígio da Expo98 - com o novo hotel ali construído.

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Direção à Ponte Vasco da Gama, seguindo-se por passadiços sobre as águas do Tejo.

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Um registo fotográfico fantástico.

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Caminho partilhado com caminheiros junto ao Parque do Tejo.

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Um marco com a seta de Santiago e o azulejo de Fátima (danificado) junto à foz do rio Trancão.

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O percurso segue ao longo do Trancão e passa sob a autoestrada.

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O sifão do canal do Alviela ou arco do Canal de Alviela.

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Mudança de margem do rio Trancão, passando junto a um stand automóvel.

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Esta parte do trilho é muito engraçada, pois segue por um single track pelo vale do Trancão e parecemos estar longe do reboliço da capital.

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Uma passagem improvisada sobre um dos canais de rega encontrados pelo caminho. Ainda deu para encontrar cavalos à solta pelo caminho e furar a bicicleta (ainda a procissão ir no adro) e ter de tratar do furo ao sol.

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Aspeto do percurso

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Canavial

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Sinalização do município de Vila Franca de Xira para os caminhos.

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Mais uma passagem improvisada perto de Vialonga.

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Passagem sobre a linha do Norte em Póvoa de Santa Iria.

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Apanhei aqui uma zona que parece ter sido arranjada com trilhos marcados por onde segue o caminho. Foi juntar o útil ao agradável.

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Praia dos pescadores junto ao rio Tejo.

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Depois de ter abandonado o Tejo quando tive de seguir pelo Trancão, eis que ele volta a aparecer.

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O caminho é mesmo por aqui e a seta não deixam dúvidas.

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Esta parte do percurso é mesmo muito agradável.

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Os passadiços dão lugar a uma pista em terra batida, ideal para pedalar.

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Este é o caminho.

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Assim cheguei a Alverca, junto à sua estação de comboio...

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... à beira da qual fica o museu do ar.

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O caminho obriga-nos a atravessar o edifício para transpor a linha, mesmo estando bicicleta com alforge, não houve problemas em atravessar o edifício graças aos elevadores. Aproveitei para almoçar por Alverca, onde perdi bastante tempo devido ao mau atendimento do local onde fiquei. Mas adiante, depois de sair da cidade, encontramos trilhos por campos, mas depressa encontramos zonas industriais e fábricas, o que tira qualquer beleza ao percurso.

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Passagem pela EN 10 junto à cimenteira de Alhandra.

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Depois de chegar ao centro de Alhandra voltei a encontrar o Tejo.

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Existe uma longa ciclovia junto ao rio por onde segue o caminho, uma forma segura e agradável de continuar o caminho.

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Caminho pedonal ribeirinho.

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Existem painéis de graffitis bem engraçado ao longo da ciclovia.

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Outro original junto à Praça de touros.

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O Tejo majestoso.

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A ciclovia, o Tejo e a Ponte Marechal Carmona.

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O cais local com a ponte em fundo.

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Estátua junto...

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... à entrada do Jardim Constantino Palha.

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O jardim é muito agradável e convidava a ficar, mas o caminho chamava por mim.

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Depois de abandonar o centro de Vila Franca de Xira, entrei numa zona de campos secos e restolho...

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e retas a perder de vista por zona industriais em construção. O calor intenso e o ar meio abandonado da zona de Castanheira do Ribatejo tornaram-na algo penosa a percorrer.

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Vista para a central térmica do Carregado. Seguiram-se campos e estradas secundárias até Vila Nova da Rainha.

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Aí, somos forçados a seguir pelas bermas da EN3, uma estrada perigosa com muito movimento, em especial de camiões. Uma zona perigosa até à Azambuja.

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Nova passagem sobre a linha de comboio na estação da Azambuja.

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Encontrei então a Vala da Azambuja. A partir daqui segue-se por vastas zonas agrícolas, com propriedades enormes. O calor e a falta de água começaram a fazer-me penar.

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Foi com agrado que cheguei a Valada, onde parei no primeiro café que vi para repor forças.

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A curiosidade desta zona é o facto de viverem paredes meias com o dique que protege das cheias do Tejo. Acima, a vista de um lado do dique...

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... e a vista do outro lado.

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A pedalar em cima do dique.

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Ponte rainha D. Amélia.

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Mais lezíria e mais dique.

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Já perto de Santarém, um marco com as indicações dos níveis das cheias do Tejo. A entrada em Santarém a partir do aeródromo local fez-se por uma subida que foi um bocado penosa fruto do desgaste dos quilómetros e da falta de resistência.

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Seminário de Santarém.

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Mercado de Santarém.

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Jardim central de Santarém

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Dados do dia.

Foi tempo de um descanso merecido num hostel - o santaremhostel - um local muito agradável.

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Clica na imagem para a 2ª etapa