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06
Fev16

Canal du Midi - Dia 3

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3ª etapa - Carcassonne a Capestang - 90 km

O terceiro dia amanheceu chuvoso. Tínhamos previsto acordar cedo para antecipar o mais possível o início desta que seria a etapa mais longa do percurso, mas os nossos planos saíram furados. Chovia copiosamente. As previsões eram otimistas e anunciavam que o dia iria melhorar, por isso decidimos esperar, pois não valia a pena molhar-nos para andarmos o resto do dia a secar a roupa no corpo.

Esta etapa marcaria uma transição na paisagem do canal, com a chegada às zonas mais atingidas pela praga dos plátanos, o que fez com que encontrássemos zonas desoladas, onde as silhuetas das árvores mortas davam razão ao provérbio que diz que as árvores morrem de pé. É uma pena isto estar a acontecer a este fantástico património da humanidade. Tal como referido no post da etapa anterior, esta praga não tem cura e a única solução é a profilaxia com o abate das árvores doentes, que são incineradas para evitar a propagação. A luta contra a praga e contra o tempo é uma missão difícil, no entanto é um trabalho a longo prazo, de monitorização e abate das árvores doentes, para preservar as sãs. O património do canal não é só a obra de arquitetura, é também a sua paisagem e a sua riqueza natural com estes plátanos centenários que marcam o canal nas planícies desta região, e é pena ser algo ameaçado. Estas árvores centenárias não se substituem obviamente de um dia para o outro e, mesmo com as replantações, o canal vai perdendo pouco a pouco a sua beleza.

Esta praga também acabou por dar-nos trabalho extra, pois o caminho estava barrado nalguns locais e isso implicava desvios. Nalguns casos, não bastava simplesmente passar para a outra margem (serio preciso uma ponte para fazê-lo!), e era preciso dar uma volta grande até voltar a encontrar o canal.

O dia terminaria em Capestang, uma pequena localidade calma, sem grande relevo que a faça destacar, a não ser a Igreja colegial do séc. XII, um edifício imponente no centro da vila mas que poderia estar mais valorizado, e o castelo episcopal do séc.XIV. do qual apenas resta uma parte.

Ficam as fotos da etapa:

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Saindo de Carcassonne depois da chuvada.

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Piste de randonnée du Canal du Midi, ou seja, pista pedestre do canal.

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Os alforges com a capa de chuva improvisada para os alforges.

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Pont-canal de Fresquel, uma ponte para o canal passar sobre outro rio.

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3 cisnes :-)

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Os pinheiros mansos começaram a aparecer nas margens do canal.

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Mais uma ponte fluvial.

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As zonas vazias de plátanos tiram a beleza ao canal.

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Árvores afetadas pelo fungo e marcadas para abate.

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Barreira no percurso para isolar a zona de contaminação e com informação sobre a praga que afeta as árvores.

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Deitado ao sol, no meio do rio, sobre um muro da eclusa... um crocodilo!

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Mas era só a fingir.

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Mais uma zona de acesso proibido. Foi necessário encontrar outro caminho.

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As árvores são cortadas e carregadas diretamente para um barco. A folhagem e ramos são incinerados por perto e as cinzas são enterradas em grandes valas.

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O desvio obrigou-nos a percorrer estradas secundárias por entre os vinhedos locais.

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Uma parede do canal que serve também de ponte.

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Sobre a passagem.

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Outro casal em bicicletas que andava à descoberta do Canal.

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Uma das bases fluviais da principal companhia de aluguer de barcos de recreio que opera no canal. A frota de navios deve ser enorme.

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Paragem estratégica na localidade de Argent-Minervois para almoçar.

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Era bom que também houvesse sinais destes nas estradas portuguesas.

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Passagem por um dos locais assinaláveis do percurso: o local da primeira ponte-canal criada pelo autor do projeto do canal.

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A vista lateral da ponte-canal.

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A passagem pelo local.

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Cisnes pretos no canal.

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Ventenac-en-Minervois

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Vida e morte de cada lado do canal.

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Um espelho de água fantástico, uma verdadeira pintura ao natural.

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Pedalando ao final da tarde. O dia já ia longo e o cansaço começava a aparecer.

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Felizmente, Capestang já estava à vista.

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Mais uma zona cortada que nos obrigou a dar mais uma volta e mais uns quilómetros.

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O céu estava a ficar ameaçador. As trovoadas são frequentes nesta região, até no verão, e soubemos no alojamento, que na véspera, um grupo de ciclistas tinha apanhado uma tempestade enorme, acabando por chegar ao final completamente encharcados.

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Os dados da etapa: 89 km

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5h23 a pedalar

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06
Fev16

Canal du Midi - Dia 4

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4ª etapa - Capestang a Marseillant Plage - 60 km

O último dia é sempre aquele em que a alegria e a tristeza se misturam: a vontade de concluir o percurso é grande, mas sabemos que com isso terminará mais uma aventura e que o passo seguinte será o regresso a casa. Entusiasmo e desilusão...

O percurso apresenta muitos traços claramente mediterrânicos, principalmente ao nível da vegetação. Deixamos pouco a pouco os vinhedos e encontramos muitos pinheiros mansos. O problema dos plátanos continua e, com ele, os desvios. Esta etapa acabou por ser claramente prejudicada por isso já que nos obrigou a um desvio que nos impediu de conhecer dois locais de referência no percurso: o túnel do Malpas (um túnel de 173 m graças ao qual o canal venceu uma elevação no caminho) e o Étang de Montady (um antigo lago que foi drenado para servir de zona agrícola, mas que criou um desenho geométrico curioso quando observado de cima). O percurso levou-nos a passar junto à cidade de Bézier (uma cidade onde se destaca a silhueta da catedral local de Saint-Nazaire), Agde (porto fluvial medieval importante). O percurso do canal do Midi termina no Étang de Thau, uma lagoa com ligação ao Mediterrâneo e foi lá que terminamos a aventura do Canal. Ainda deu para dar um salto a Marseillan Plage, para um mergulho no mar e a Cap d'Agde, uma estância turística famosa parecida a Vilamoura.

O regresso a Toulouse de onde partimos fez-se de comboio com partida da estação de Agde, num comboio regional da SNCF com todas as comodidades para o transporte de bicicletas.

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Partida de Capestand.

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A igreja colegial de Capestang destaca-se acima do casario local.

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Logo na localidade seguinte, o trajeto estava cortado e fomos obrigados a fazer um desvio com cerca de 4 km pelo meio de zonas de vinhedo.

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Pela EN local junto à localidade de Montady. O desvio custou-nos a descoberta do tunel de Malpas e do Étang de Montady.

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Ficamos no entanto a conhecer as 9 eclusas seguidas de Foncerane, uma escadaria de água com 350 m, que serve para vencer 25 m de desnível.

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Em cima desta ponte...

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... passa a água do Canal do Midi. Impressionante!

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Multi tracks junto ao canal.

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No local passa um trilho marcado de BTT (VTT em francês).

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Descobrimos uma estranha obra de engenharia : l'ouvrage du Libron.

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Todo este sistema servia para impedir o assoreamento do leito do canal, por um ribeiro de montanha que o atravessa e cujas inundações impediam frequentemente a passagem pelo canal.

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Uma obra muito estranha sem dúvida.

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A água do canal corria castanha devido às trovoadas que assolaram a região e às quais tivemos a sorte de escapar. Soubemos pelas notícias que o mau tempo tinha causado inundações e mortes na localidade vizinha de Montpellier.

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Um belo single track junto à água.

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Chegada a Agde, onde se destaca a torre da catedral de Saint-Étienne. Como íamos passar a noite em Agde para apanhar o comboio no dia seguinte, aproveitamos para ir deixar os alforges ao hotel e continuamos até ao fim do canal.

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Deixamos a cidade para trás e entramos numa área de reserva natural.

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Um belo single track sempre junto ao canal que estava escondido pela vegetação.

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Esta é claramente uma zona de sapal, como encontramos em zonas lagunares como na ria de Aveiro ou na ria Formosa.

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Quase, quase no final. O canal segue do lado esquerdo. Em redor, as águas da lagoa de Thau.

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Eis finalmente o farol que marca a entrada no canal do Midi, para quem vem de barco a partir da lagoa de Thau.

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A foto para a posteridade da chegada ao destino.

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A vista para o Étan de Thau. Do outro lado a cidade de Séte. O Mediterrâneo fica para o lado direito da foto.

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Os quilómetros até ao final do canal.

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Tempo de pedalada.

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Seguimos então até Marseillan-Plage por uma ciclovia, que nos manteve seguros do trânsito e da confusão dos engarrafamentos de verão.

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Percebe-se logo que chegamos a uma zona de veraneio.

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Praia de Marseillan-Plage e o Mediterrâneo. A água estava ótima.

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Passagem pela confusão de Cap d'Agde.

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A vista para o forte de Brescou, que se situa num ilheu no meio do mar.

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Depois das voltinhas pela praia e Cap d'Agde o total do dia subiu ligeiramente.

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Depois de uma noite de descanso, apanhámos o primeiro comboio da manhã de regresso até Toulouse. A carruagem tinha espaço para 6 bicicletas penduradas, mas chegou a estar com 10 bicicletas no total, sem qualquer problema com o revisor, já que é aceite desde que o comboio não esteja lotado.

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15
Out15

Guia das Ciclovias, Ecopistas e Ecovias - Turismo do Norte

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O turismo do norte publicou um guia das Ciclovias, Ecopistas e Ecovias. Um guia útil para quem gosta de conhecer um pouco mais o Norte de Portugal a pedal. Algumas ciclovias referenciadas são muito pequenas, mas é louvável reunir um documento com esta informação toda.

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Clicar na imagem para aceder ao site onde podem descarregar o documento em pdf.

 

Boas pedaladas

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23
Abr14

Vila Nova de Gaia - Entre-os-Rios - Castelo de Paiva - Arouca

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Já falava há muito tempo que queria ir um dia do Porto até Arouca pela marginal do Douro (a EN 108).

Com partida no cais de Gaia, lá se deu início à aventura. Com passagem pela barragem de Lever/Crestuma, fui pedalando gradualmente até alcançar Entre-os-rios.

 Depois de passar uma das pontes, ainda parei junto ao anjo gigante construído em honra dos desaparecidos na tragédia da queda da ponte. A partir daí, a altimetria foi pouco a pouco subindo, o que, com o desgaste dos quilómetros acumulados, deu para cansar um bocado.

Depois de passar o centro de Castelo de Paiva, assim que cheguei à EN 224 o percurso tornou-se mais fácil e mais rolante. Passando por zonas campestres e zonas florestais, fui seguindo ao meu ritmo até alcançar Arouca depois de cerca de 75 km no total. Fica o convite para quem quiser fazer o mesmo.  O track está na conta wikiloc do daraopedal.

Boas pedaladas

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