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26
Jul17

Caminho de Santiago Português da Costa

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Foi apresentada ontem, dia de Santiago, a iniciativa dos 10 concelho do Norte para a valorização do Caminho de Santiago da Costa.

 

Foi lançado um site (http://www.caminhoportuguesdacosta.com/pt) e uma APP para ajudar no caminho.

Recordo que podem encontrar aqui o relato da minha ida a Santiago por esse caminho:

Boas pedaladas

22
Fev17

NGPS 2016 - Esposende

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Com atraso de alguns meses, ficam aqui algumas fotos da participação na prova do NGPS 2016, na etapa de Esposende. Como ainda não participei em nenhuma edição do Luso-galaico, aproveitei o NGPS para conhecer um pouco mais dos trilhos da zona. A subida à Arriba fóssil de Esposende e em particular ao castro e capela de S. Lourenço foram os pontos de relevo no percurso, mas também é de assinalar a passagem nas margens do rio Neiva, e numa parte do Caminho de Santiago da Costa. Ficam algumas fotos do percurso

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Partida no posto de turismo.

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Junto ao Cávado praticamente coberto pelo nevoeiro.

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Pela ciclovia da margem do Cávado.

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Farol da Foz do Cávado.

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Um pequeno moinho ao chegar à zona dos campos agrícolas junto ao mar.

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Igreja de S. Bartolomeu do mar.

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Café da Associação do Rio Neiva.

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O espelho de água do Neiva é fantástico.

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Já no Caminho de Santiago.

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Marco assinalando o Caminho.

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Outro marco com azulejos assinalando o percurso do Caminho a partir do rio Neiva.

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A vista do alto junto à Igreja de Castelo do Neiva.

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Mais um marco do Caminho da Costa que já fiz em 2013.

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Finalmente junto à Capela de S. Lourenço, com vista para o Atlântico, a foz do Cávado e Esposende.

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Boas pedaladas

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15
Nov15

Lisboa - Fátima - Tomar [Caminho do Tejo] - Dia 1

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Já foi em 2008 que fiz o caminho de Fátima, partindo de Oliveira de Azeméis até ao Santuário, e pouco depois comecei a ouvir falar do caminho do Tejo. Trata-se de um percurso que é comum ao Caminho de Santiago e que se encontra marcado desde Lisboa. O início é na capela na rua de Santiago, junto ao Castelo de S. Jorge, passa pela Sé de Lisboa, antes de descer até junto do Tejo, que vai acompanhando, daí também ser conhecido como o Caminho do Tejo. O caminho de Santiago não segue por Fátima, no entanto foi criada uma variante que segue para Fátima. A associação que coordenou estes trabalhos é a Associação dos Amigos do Caminho de Fátima, que tratou da marcação no terreno e criou um site muito completo que recomendo para quem quiser fazer este caminho. Já andava com vontade de conhecer esse percurso há vários anos e finalmente surgiu a oportunidade. Foi uma aventura em BTT diferente, já que foi feita em solitário. Era algo que vinha a pensar fazer um dia, mas uma ou outra razão (sensação de falta de segurança, hesitação, etc.) tinham-me levado a nunca ter feito uma aventura em BTT desta forma.

Para além disso, as notícias que surgiram no início do ano, indicando que a CP permitia agora levar a bicicleta em viagens de longo curso nos comboios intercidades, também vieram facilitar as logísticas.

A minha ideia era ligar Lisboa, Fátima e Tomar em 3 dias, sem correrias e sem exageros, pois por vários fatores, o tempo para treinar é quase nulo e minha preparação era mínima.

Dividi o trajeto em 3 etapas:

1ª Lisboa - Santarém (90 km) - etapa praticamente toda plana e bastante rolante

2ª Santarém - Fátima (60 km)- etapa mais difícil com a passagem pela Serra de Minde a ser bastante complicada, especialmente com calor.

3ª Fátima - Tomar (30 km) - etapa caraterizada pelos declives em altos e baixo sucessivos e pela dura passagem pelo trilho pedestre da serra.

 

Ficam as fotos com algumas informações sobre o percurso:

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A "Precious" em mais uma aventura. Aqui devidamente acomodada nos espaços previsto para esse efeito no intercidades.

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Chegada à estação do Oriente em Lisboa. A partida foi feita a partir daqui e não a partir do Castelo de S. Jorge, já que pelo tempo disponível para chegar a Santarém, a ida ao até esse local implicava andar para trás, pelas ruas movimentadas e perder tempo.

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Segui pelo Parque das Nações.

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Sob a pala do Pavilhão de Portugal.

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Junto ao Pavilhão de Portugal e à marina, encontra-se o primeiro marco do Caminho de Fátima. O local é simbólico e marca o ponto de partida "oficial".

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As marcações do caminho de Santiago são feitas pelas setas amarelas e/ou pelo símbolo da concha/vieira amarela, enquanto o caminho de Fátima está marcado com setas azuis ou um azulejo em linhas azuis, com um símbolo representando um caminho até a uma azinheira.

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Pelo caminho vamos encontrando as marcações quase sempre lado a lado.

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Passagem pela torre Vasco da Gama - um vestígio da Expo98 - com o novo hotel ali construído.

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Direção à Ponte Vasco da Gama, seguindo-se por passadiços sobre as águas do Tejo.

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Um registo fotográfico fantástico.

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Caminho partilhado com caminheiros junto ao Parque do Tejo.

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Um marco com a seta de Santiago e o azulejo de Fátima (danificado) junto à foz do rio Trancão.

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O percurso segue ao longo do Trancão e passa sob a autoestrada.

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O sifão do canal do Alviela ou arco do Canal de Alviela.

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Mudança de margem do rio Trancão, passando junto a um stand automóvel.

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Esta parte do trilho é muito engraçada, pois segue por um single track pelo vale do Trancão e parecemos estar longe do reboliço da capital.

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Uma passagem improvisada sobre um dos canais de rega encontrados pelo caminho. Ainda deu para encontrar cavalos à solta pelo caminho e furar a bicicleta (ainda a procissão ir no adro) e ter de tratar do furo ao sol.

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Aspeto do percurso

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Canavial

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Sinalização do município de Vila Franca de Xira para os caminhos.

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Mais uma passagem improvisada perto de Vialonga.

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Passagem sobre a linha do Norte em Póvoa de Santa Iria.

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Apanhei aqui uma zona que parece ter sido arranjada com trilhos marcados por onde segue o caminho. Foi juntar o útil ao agradável.

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Praia dos pescadores junto ao rio Tejo.

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Depois de ter abandonado o Tejo quando tive de seguir pelo Trancão, eis que ele volta a aparecer.

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O caminho é mesmo por aqui e a seta não deixam dúvidas.

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Esta parte do percurso é mesmo muito agradável.

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Os passadiços dão lugar a uma pista em terra batida, ideal para pedalar.

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Este é o caminho.

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Assim cheguei a Alverca, junto à sua estação de comboio...

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... à beira da qual fica o museu do ar.

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O caminho obriga-nos a atravessar o edifício para transpor a linha, mesmo estando bicicleta com alforge, não houve problemas em atravessar o edifício graças aos elevadores. Aproveitei para almoçar por Alverca, onde perdi bastante tempo devido ao mau atendimento do local onde fiquei. Mas adiante, depois de sair da cidade, encontramos trilhos por campos, mas depressa encontramos zonas industriais e fábricas, o que tira qualquer beleza ao percurso.

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Passagem pela EN 10 junto à cimenteira de Alhandra.

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Depois de chegar ao centro de Alhandra voltei a encontrar o Tejo.

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Existe uma longa ciclovia junto ao rio por onde segue o caminho, uma forma segura e agradável de continuar o caminho.

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Caminho pedonal ribeirinho.

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Existem painéis de graffitis bem engraçado ao longo da ciclovia.

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Outro original junto à Praça de touros.

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O Tejo majestoso.

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A ciclovia, o Tejo e a Ponte Marechal Carmona.

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O cais local com a ponte em fundo.

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Estátua junto...

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... à entrada do Jardim Constantino Palha.

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O jardim é muito agradável e convidava a ficar, mas o caminho chamava por mim.

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Depois de abandonar o centro de Vila Franca de Xira, entrei numa zona de campos secos e restolho...

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e retas a perder de vista por zona industriais em construção. O calor intenso e o ar meio abandonado da zona de Castanheira do Ribatejo tornaram-na algo penosa a percorrer.

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Vista para a central térmica do Carregado. Seguiram-se campos e estradas secundárias até Vila Nova da Rainha.

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Aí, somos forçados a seguir pelas bermas da EN3, uma estrada perigosa com muito movimento, em especial de camiões. Uma zona perigosa até à Azambuja.

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Nova passagem sobre a linha de comboio na estação da Azambuja.

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Encontrei então a Vala da Azambuja. A partir daqui segue-se por vastas zonas agrícolas, com propriedades enormes. O calor e a falta de água começaram a fazer-me penar.

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Foi com agrado que cheguei a Valada, onde parei no primeiro café que vi para repor forças.

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A curiosidade desta zona é o facto de viverem paredes meias com o dique que protege das cheias do Tejo. Acima, a vista de um lado do dique...

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... e a vista do outro lado.

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A pedalar em cima do dique.

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Ponte rainha D. Amélia.

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Mais lezíria e mais dique.

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Já perto de Santarém, um marco com as indicações dos níveis das cheias do Tejo. A entrada em Santarém a partir do aeródromo local fez-se por uma subida que foi um bocado penosa fruto do desgaste dos quilómetros e da falta de resistência.

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Seminário de Santarém.

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Mercado de Santarém.

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Jardim central de Santarém

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Dados do dia.

Foi tempo de um descanso merecido num hostel - o santaremhostel - um local muito agradável.

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Clica na imagem para a 2ª etapa

15
Nov15

Lisboa - Fátima - Tomar [Caminho do Tejo] - Dia 2

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2º dia e 2ª etapa do caminho.

Com partida de Santarém e chegada prevista a Fátima. Sabia que a travessia da Serra de Minde (integrada no Parque da Serra de Aires e Candeeiro) ia ser dura, especialmente com o calor que se fazia sentir, por isso abandonei cedo Santarém para tentar chegar o mais cedo possível a Fátima.

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Passagem sobre a A1.

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Vista sobre os campos em redor de Santarém.

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O trilho segue em direção a Azóia de Baixo por uma estrada agradável.

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Alterna por caminho rurais, num sobe e desce frequente.

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Este é o caminho.

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E foi a subir até aos moinhos de Chã de cima.

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O moinho e o marco geodésico.

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A "precious" carregada.

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A próxima paragem era em Olhos de Água.

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Mais um marco com uma curiosa representação de um peregrino.

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Chegada ao parque da nascente do rio Alviela.

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Vista sobre a nascente do Alviela, um rio que foi aproveitado desde 1880 para abastecer a cidade de Lisboa.

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No local existe o Carsoscópio - um centro ciência viva - onde podemos ficar a conhecer a riqueza da zona do ponto de vista geológico e natural.

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Foi altura de uma pausa bem merecida onde deu para molhar o pézinho e descansar um pouco, pois, a julgar pela altimetria dos trilhos que tinha encontrado na net, a parte complicada ia começar a partir daqui.

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Muitos sinais para um só local.

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Um curioso painel em azulejo ao longo do caminho.

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Entrada na zona do Parque natural da Serra de Aire e Candeeiros.

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A chegada a este cruzamento fez-se com bastante calor, felizmente encontrei uma pessoa pela aldeia vizinha de Covão do Feto, a quem pedi para encher as minhas reservas de água. Foi essencial para conseguir subir a serra até ao miradouro sobre Minde.

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Nesta zona existe dois trilhos diferenciados para peregrinos a pé e peregrinos de bicicleta.

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Convém não cair no erro de seguir pelo primeiro trilho que aparece, pois esse é apenas para fazer a pé.

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Este é o trilho por onde se pode seguir de bicicleta e até este é complicado, nem quero imaginar como será aventurar-se de bicicleta pelo outro.

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As marcações não enganam: de BTT é por aqui!

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Aspeto do trilho e da subida até ao alto da serra.

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A vista para o que tinha ficado para trás, uma paisagem muito bela mas muito dura.

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Single track

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Chegada ao miradouro do alto da Serra de Stº António a partir de onde se tem uma vista fantástica sobre Minde. Estava tanto calor que não havia sinal do mar/polje de Minde  (gogglem, vale a pena), e que tive de aproveitar a sombra do painel para recuperar do calor. Foi aí que reparei também numas carraças que estavam ali a encaminhar-se para as minhas pernas. Tive de sair dali, não sem antes verificar bem as pernas por sinais de carraças.

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Vista sobre Minde.

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A autoestrada A1 rasga a serra junto a Minde.

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A zona coberta de verde é a do polje que fica coberto de água em alturas de grande pluviosidade, formando assim o mar de Minde. Depois de descer à vila, aproveitei para recuperar do calor e do cansaço num restaurante local. As forças já faltavam e era preciso acabar o percurso do dia.

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A saída de Minde também não foi nada fácil, pois estando no fundo de um vale é preciso subir para seguir caminho.

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O calcário está em todo o lado.

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Covão do Coelho, um local deixou um sinal bem claro para quem tem dúvidas. Deve ter-se fartado estar sempre a responder à mesma pergunta.

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Um curioso marco natural onde as pessoas iam deixando as suas mariolas.

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A paisagem em redor onde as eólicas predominam.

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Mais um marco particular com a imagem da basílica de Fátima.

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O primeiro avistamento da torre da basílica de Fátima.

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À entrada do recinto, junto à Basílica da Santíssima Trindade.

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A vista para o santuário e a capelinha das aparições.

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Os dados no final do dia 2 somando aos do dia anterior. Era tempo de descansar num local ali ao lado pronto a acolher os peregrinos - Fatima Lounge Guesthouse.

 

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Clica na imagem para a 3ª etapa