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04
Dez16

Lisboa a Badajoz de bicicleta - etapa 05 - Vila Fernando a Badajoz

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Finalmente, a última etapa.

Os sentimentos em todas as últimas etapas destas viagens de bicicleta são sempre antagónicas: por um lado a satisfação de ter cumprido o objetivo e ter alcançado o destino ; por outro, a tristeza porque a aventura está a terminar e em breve voltaremos à rotina do dia-a-dia.

Mas voltemos à ultima etapa. A maior parte deste trajeto fez-se por estrada, embora com incursões em caminhos rurais, com direito a "perseguição" a uma manada de vacas. Perseguição "a", não perseguição "de"... felizmente.

Apesar de Badajoz ser o objetivo da etapa, o dia também ficou marcado pela passagem por Elvas. A cidade património mundial da humanidade desde 2012 possui a maior fortificação abaluartada terrestre do mundo. A chegada feita pelo percurso do seu aqueduto é impressionante e valeu umas boas fotos junto ao mesmo. A música já dizia: Ó Elvas, ó Elvas... Badajoz à vista. Por isso o destino já estava próximo. A travessia de Elvas foi muito rápida, e mal demos por ela já estávamos na ciclovia a sair da cidade. A passagem da fronteira foi uma desilusão, não só pela confusão dos acessos secundários (todos os caminhos levam para a autoestrada...), mas também pelo ar decadente das construções de controlo fronteiriço junto à nacional, que já não parecem ter qualquer função a não ser parecerem velhas, sujas e abandonadas.

Felizmente do lado espanhol encontrámos uma enorme ciclovia que nos levou em segurança até à entrada da cidade. A chegada a Badajoz fez-se pela travessia do rio Guadiana pela enorme ponte Real e em seguida junto à margem do Guadiana.

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Ao início da etapa, depois de sairmos de Vila Fernando, o primeiro destino do dia aparecia a 18 km.

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O encontro com a manada do dia. Primeiro, estavam do lado de lá da cerca...

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... o problema foi quando ficamos todos no mesmo caminho. Com cautela, lá fomos seguindo a manada, até seguirmos em segurança por caminhos separados.

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Ainda tivemos um momento tenso com alguns cães a rodear uma propriedade agrícola, mas felizmente nada se passou.

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A paisagem marcada por rolos de palha plastificados.

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Papoilas na paisagem.

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Passagem por cima da autoestrada A6.

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Na chegada a Elvas, o trajeto acompanha os arcos do aqueduto. As papoilas continuam por todo o lado.

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Passagem por baixo de um dos arcos.

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Elvas património da humanidade, com o aqueduto agora do lado contrário.

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A chegada à zona mais imponente do aqueduto da Amoreira.

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Ficamos mesmo pequeninos junto ao aqueduto.

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A preciosa e o aqueduto.

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Passagem pelo centro de Elvas.

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Sobe e desce em Elvas.

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Saída pela porta de São Vicente.

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Vista para as fortificações depois de passar a porta.

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Voltamos a encontrar a linha de comboio...

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e a autoestrada.

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Rotunda alusiva à distinção da cidade como património da humanidade.

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Encontramos o final de uma ciclovia...

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... e logo voltamos aos campos.

 

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Passagem da fronteira e do rio Caya.

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Seguindo para Badajoz.

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Encontramos logo ali uma ciclovia que nos levou em segurança até Badajoz.

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Chegada a Badajoz junto à ponte real.

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Missão cumprida, destino alcançado.

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Vista da imponente ponte.

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Circulando pelas margens do rio Guadiana.

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O rio Guadiana e a vista para a ponte velha.

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Total do dia: quase 44 km feitos de manhã.

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Catedral de San Juan Bautista.

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 Plaza Alta

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Palácio de los Duques de Feria, atual Museu arqueológico de Badajoz.

E assim se concluiu mais uma aventura de bicicleta, em que as etapas reais foram as seguintes:

1 - Montijo - Pegões - 59 km - 3h13

2 - Pegões - Mora - 104,5 km - 6h

3 - Mora - Avis - 49 km - 2h44

4 - Avis - Vila Fernando - 91 km - 5h03

5 - Vila Fernando - Badajoz - 44 km - 2h33

Total: 347.5 km em 19h33

01
Dez16

Lisboa a Badajoz de bicicleta - etapa 04 - Avis a Vila Fernando

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A 4ª etapa: mais mais uma etapa com dose extra. Tínhamos idealizado uma etapa apenas entre Avis e Estremoz, mas o andamento estava tão bom que fizemos mais um extra depois da paragem de almoço. Após repor as forças em Estremoz e já com 52 km feitos de manhã, decidimos esticar até uma localidade mais adiante, que acabou por ser Vila Fernando. O dia terminou então com quase 91 km no total. Tínhamos esta facilidade de mudar as etapas consoante o nosso andamento e forma graças ao carro de apoio. Foi mais um dia onde ficamos deslumbrados com a beleza do jardim natural em que se transforma o Alentejo na primavera. Na localidade de Ervedal, fizemos um pequenos desvio para conhecer a ponte local, que parece uma irmã gémea da ponte 25 de abril em ponto pequeno.

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Os trilhos estavam com alguma lama da chuva que caiu durante a noite.

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Paisagens que poderiam servir de inspiração para os maiores pintores impressionistas da história.

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Um enorme rebanho no meio do montado alentejano.

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Passagem pelo centro da localidade de Ervedal.

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Fizemos um pequeno desvio para conhecer a ponte de Ervedal, que parece uma réplica em miniatura da ponte 25 de abril em Lisboa.

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O tabuleiro permite apenas a passagem de um carro.

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O piso é de metal e o chão permite ver a água por baixo.

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A cegonha a observar com curiosidade quem ia passando.

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Voltamos a atravessar o Ervedal para seguir caminho.

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E voltamos aos trilhos de terra.

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Travessia dos passadiços metálicos que impedem a passagem do gado. Passamos em duas zonas onde o gado andava à solta e tivemos muito respeito e cautela ao passar por animais imponentes de centenas de quilos.

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Entrada no concelho de Sousel.

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Na chegada a Sousel, a passagem debaixo da linha de comboio desativada.

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Portal imponente à saída de Sousel. A passagem foi muito rápida e nem parámos para conhecer a localidade, pois implicaria arrefecer e dificuldades acrescidas para retomar o caminho.

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Grande par de cornos.

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A beleza do Alentejo.

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Deitada nas flores.

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Campos cobertos de rolos de palha.

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Uma curiosa paragem de autocarro que abriga caixas de correio.

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Mais um local lindíssimo.

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No antigo ramal de ligação até Estremoz.

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Junto ao ramal.

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A entrada em Estremoz faz-se por uma ciclovia que devia coincidir com o traçado da antiga linha de comboio.

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Chegada à antiga estação de caminhos de ferro.

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Na praça do Rossio de Estremoz.

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Lago do Gadanho - Estremoz

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Cerca de 52 km até ao almoço.

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Depois de repor energias, continuamos caminho saindo de Estremoz por uma das portas da muralha.

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Junto a um portão de uma propriedade alentejana, encontramos este desenho pouco comum. De certeza que quem mora ali gosta de bicicletas.

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Paisagem com vinhas.

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O trilho quase desaparece no meio da vegetação.

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Estradões bem rolantes.

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Entrada no concelho de Monforte.

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Depois da localidade de Santo Aleixo, segue-se pela EN 372.

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Chegada a Vila Fernando, o final da etapa.

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Uma curiosidade que encontramos em Vila Fernando.

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No final da etapa, chegamos quase aos 91 km nesse dia.

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Tempo a pedalar.

15
Nov16

Lisboa a Badajoz de bicicleta - etapa 02 - Pegões a Mora

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Segundo dia, segunda etapa. O plano era seguir a plano previsto até Coruche, mas acabou por não ser bem assim. O dia ficou marcado pelo aparecimento da chuva, que valeu uma molha na chegada a Coruche. Felizmente a paragem para almoço numa pizzaria local serviu para secar, repor energias e perceber que S. Pedro podia dar-nos umas tréguas. Então decidimos juntar aos primeiros 48 km da manhã mais 56,5 km, totalizando 104,5 km no final da etapa do dia. Apesar da distância, não foi um dia muito complicado. Terminamos o dia em Mora e ganhamos um avanço em relação ao que estava previsto. Essa vantagem seria preciosa, pois um problema com uma das bicicletas iria obrigar-nos a perder a manhã seguinte num loja de bicicletas. A paisagem foi de puro montado alentejano, com sobreiros um pouco por todo o lado. O único local a contrastar do resto da paisagem foi a zona da travessia do Sorraia, onde encontramos os campos de arrozais. É um tipo de paisagem muito agradável pelos espelho de água formados pelos campos alagados de água. Foi pena ter sido mesmo aí que a chuva apareceu. A descoberta da vila de Coruche foi também uma agradável surpresa.

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A pedalar pelo montado alentejano, entre sobreiros.

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Os campos estavam cobertos de flores selvagens.

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Passando numa zona de troços de areia.

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Sempre em linha reta.

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Umas éguas e as suas crias a observar-nos.

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Pinheiros e sobreiros.

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Canais de irrigação no vale do rio Sorraia.

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Os arrozais no vale do Sorraia.

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Os campos com rebentos de arroz ainda por alagar.

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A travessia do Sorraia por esta ponte de acesso agrícola fez-se debaixo de chuva.

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Bem tentámos encontrar um local de abrigo, sem sorte.

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Passagem da linha de comboio junto a Coruche.

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A chegada a Coruche faz-se pelo passeio sobre o dique de contenção do leito do Sorraia.

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Um açude no Sorraia

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Pérgula na chegada à cidade.

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Chegada ao largo da Igreja da Nª. Senhora do Castelo.

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Este era o local escolhido para terminar a 2ª etapa, mas depois de um retemperador almoço, decidimos continuar aproveitando a frescura física que ainda tínhamos.

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A vista sobre a cidade de Coruche.

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Quase 48 km feitos nessa amanhã. Depois de estarmos secos e de barriga cheia, decidimos continuar a pedalar.

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Depois de abandonarmos a zona urbana, voltamos aos campos agrícolas.

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O trilho coincide com o de um percurso pedestre.

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Canal de irrigação no meio dos campos alentejanos, perto de Monte Velho.

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Passeando entre jardins selvagens.

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O céu estava ameaçador, mas já tinha bastado a molha apanhada durante a manhã.

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Nova travessia sobre o Sorraia em direção a Couço.

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Reta até perder de vista. Esta parte foi algo monótona e desgastante: os quilómetros iam passando e parecíamos nunca mais chegar ao destina. O terreno era um constante sobe e desce, que embora fosse de pouco desnível, acabava por cansar bastante.

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Fonte/bebedouro em Aldeia Velha.

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O caminho de terra batida dá lugar a uma estrada alcatroada no meio de nenhures, que nos levaria até à EN 2.

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Já na estrada nacional 2, na chegada a Mora.

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O conta-quilómetro ficou nos 104,5 km. Nada mau!

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Um total de 6h a pedalar

 

13
Nov16

Lisboa a Badajoz de bicicleta - etapa 01 - Montijo a Pegões

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Antes de mais convém esclarecer que não foi bem o Lisboa - Badajoz, mas antes um Montijo - Badajoz. Vir da zona norte para Lisboa só para fazer a travessia de barco do Tejo representava um atraso no planeado, assim optamos por começar logo na outra margem do Tejo.

O percurso do Lisboa - Badajoz estava nos planos há já uns anos, praticamente desde que o divulgador do trajeto e autor do blogue 100 dias de bicicleta em Portugal começou a dá-lo a conhecer na web. Ainda fiquei com mais vontade depois de ouvir alguns comentários dos colegas do BTT Arouca, quando este o fizeram. Até já tinha data quase marcada há 2 anos atrás para fazê-lo, mas os problemas logísticos relativos ao transporte para o regresso adiaram essa vontade. Este ano, quase do nada, a possibilidade proporcionou-se para fazê-lo com um carro de apoio. Essa condição facilitou-nos imenso a tarefa, até porque não tínhamos muito bem noção das etapas e distância que poderíamos fazer. O site do percurso realizado em 2012 para a divulgação do percurso foi feito em 7 dias, com 7 etapas distintas, mas nós dispúnhamos apenas de 5 dias e não sabíamos muito bem como dividir as etapas. A solução foi pegar no mapa e olhar para as cidades/vilas que ficavam pelo caminho para gerir a questão do alojamento e alimentação.

Ficaram assim delineadas as seguintes etapas:

1 - Montijo - Pegões

2 - Pegões - Coruche

3 - Coruche - Mora

4 - Mora - Estremoz

5 - Estremoz - Badajoz

Depois de estar no terreno, acabamos por fazer etapas diferentes do que estava previsto, num dos casos por termos tido um problema mecânico que obrigou a perder uma manhã a arranjar a bicicleta e noutros casos por estarmos com melhor andamento do que o previsto.

Mas vamos à primeira etapa propriamente dita. Por uma questão prática iniciamos a aventura junto ao shopping do Forum Montijo. Depressa entramos em caminhos secundários depois de passarmos as áreas industriais e seguimos por estradões e caminhos secundários.

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A partida foi dada junto ao shopping no Fórum Montijo.

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Depois de passarmos uma zona de fábricas, depressa entramos em caminhos de terra batida.

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No horizonte, a vista para o alto do castelo de Palmela.

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Seguimos durante uns tempos junto à linha de comboio.

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Paisagem da península de Setúbal.

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Encontramos também várias partes de caminhos de areia onde a progressão se tornou algo mais complicada.

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As vinhas são uma presença frequente nesta parte do troço.

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Do lado norte do trilho, uma extensa áreas vedada para a pecuária. Centenas de cabeças de gado pastam livremente, com a curiosidade de estarem acompanhadas por aves que, pousadas nos seus dorsos, vão catando os parasitas que as incomodam.

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Entramos então na maior reta do percurso: foram quase 9 km sempre a pedalar a direito.

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Passagem por um túnel debaixo da linha, muito perto do Poceirão.

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Curiosidade: o túnel está aberto ao trânsito automóvel e isso obrigou-se a apressar-me por uma carrinha que vinha atrás de mim.

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Vinhas a perder de vista.

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Passagem pela área da propriedade da Casa Ermelinda Freitas.

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Mesmo junto à adega em Fernando Pó. Ficou a faltar a paragem para a prova de vinhos.

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Entrada na freguesia de St. Isidoro de Pegões.

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Paragem na igreja de St. Isidoro de Pegões.

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A igreja tem uma arquitetura muito original.

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Passagem por cima da A13.

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Chegada a Pegões.

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Junto ao cruzamento da EN 10 com a EN 4.

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Seguimos ainda mais uns 9 quilómetros depois de Pegões até ao Monte da Charca.

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O alojamento tem instalações simples, mas o sossego e paz que ali se fazem sentir são o maior luxo do qual se pode usufruir. Adoramos!

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O totais do dia: quase 59 km. A etapa foi curta mas foi o ideal devido ao tempo limitado, já que viajamos do Norte do país até ao Montijo e isso levou quase toda a manhã.

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O percurso foi integralmente feito da parte da tarde.